Brainstorming: como fazer e quais os principais tipos?

Brainstorming
28 de maio de 2020
Última modificação: 20 de setembro de 2021

Autor: Guilherme Mendes
Categorias: Blog, Melhoria de Processos

Com que frequência você usou o brainstorming para resolver um problema? Provavelmente, você o usou pelo menos uma vez, mesmo que não tenha percebido.

Por décadas, as pessoas usaram o brainstorming para gerar ideias e encontrar soluções criativas para problemas. No entanto, você precisa usar o brainstorming corretamente para que seja totalmente eficaz.

Neste artigo veja o conceito brainstorming, onde a técnica pode ser aplicada, seus benefícios, relação com a criatividade e algumas regrinhas que o ajudarão a preparar um terreno fértil para suas ideias.

O que é brainstorming?

Brainstorming é uma palavra da língua inglesa que, em português, significa “tempestade de ideias”. Hoje, bastante difundida, a técnica tem como proposta estimular o cérebro a construir soluções criativas para um determinado problema. Isso acontece por meio de um compartilhamento espontâneo e estimulado de ideias, individuais ou em grupo.

Trabalho em equipe

 

Em geral, o formato mais conhecido e aplicado é o em grupo onde, de preferência, os participantes possuem diferenças entre si, seja nas suas responsabilidades com a organização, background pessoal ou expertise técnico. Esse envolvimento de diferentes mentes pensantes torna o brainstorming uma técnica extremamente útil para equipes e organizações que se encontram a um bloqueio criativo, produtivo ou de inovação

É, então, de suma importância que, para atingir esses resultados benéficos, o processo aconteça livre de julgamentos e preconceitos, e que todos os envolvidos tenham a construção de uma solução como ponto focal.

Qual a relação entre brainstorming e criatividade?

Ao partir do princípio de uma abordagem mais descontraída e informal, o brainstorming incentiva as pessoas a imaginarem soluções para os problemas. Essas pessoas, por estarem dispostas em um ambiente que as cerca de incentivo e as encoraja a participarem com suas opiniões, propicia um terreno ideal para a criatividade.

Embora algumas ideias ou soluções sejam absurdas, a criatividade pode ajudar a lapidá-las em soluções viáveis e práticas. Assim, uma técnica interessante para ajudar a utilizar a criatividade no seu Brainstorming, é a Thinking Inside the Box.

 

O brainstorming é uma técnica extremamente presente no cenário dos criativos. Seja em agências de publicidade ou design, desenvolvedores e programadores, dentre muitas outras profissões, essa é uma técnica unânime para encontrar e produzir novidades, mantendo a agenda produtiva e envolvimento do coletivo.

Onde posso utilizar o brainstorming?

Apesar de sempre presente e aprimorada pela área da publicidade e marketing, em busca de inovações em campanhas de branding e lançamento de produtos, a técnica desenvolvida por Alex Osborn, tem ampla aplicação.

Por proporcionar um tom mais original aos esforços dos pensantes, o brainstorming pode e deve ser aplicado sempre que possível e em qualquer área. Hoje, profissionais o praticam diariamente para alinhar seus calendários de postagens, abordar tendências e propor um olhar mais ímpar aos seus trabalhos. Já os profissionais logísticos ou de produção conseguem se beneficiar da técnica ao se estimularem a encontrar gargalos em seus processos.

Portanto,  pode se concluir que o brainstorming é  uma técnica adaptada a diferentes interesses e necessidades, e que consegue nos auxiliar imensamente na busca pela melhoria contínua e inovação.

Como fazer um brainstorming?

O brainstorming tem extrema semelhança a fase de “Planejamento” do Ciclo PDCA. Sendo assim, devemos seguir uma sequência lógica onde: estabelecemos uma meta ou objetivo, partimos para a análise do processo, as causas do problema são identificadas e o plano de ação se torna possível.

E-book Ciclo PDCA e PDSA

Tal qual o ciclo, a técnica visa a mitigação das causas do problema, porém, propõe uma abordagem não tão cíclica, mas sim orgânica e integrada a outras pessoas. Seguindo a sequência devemos, portanto:

Definir a meta/objetivo: O mediador do brainstorming deve expor a equipe qual será a meta ou problema a ser solucionado. Para então, disseminar as informações disponíveis e iniciar a rodada e opiniões;

Analise o problema: Com todos inteirados do assunto, a equipe pode trocar informações e debater de forma colaborativa a forma que conseguem enxergar o cenário atual e o que tem em vista para soluções;

Categorize as causas: Comece a elencar as ideias e visões, considere os principais pontos problemáticos levantados e tente conectar as soluções mais viáveis a cada um. Assim, você terá a capacidade de visualizar qual caminho tomar para o próximo passo;

Defina o plano de ação: Com as causas elencadas e as principais ideias selecionadas, questione a equipe qual abordagem deve ser priorizada pontualmente e quais conseguem ser interligadas. Tome nota de tudo para que consiga construir um raciocínio que resultará em uma proposta sólida de resolução.

Principais benefícios

  • Impacta positivamente na produtividade em equipe;
  • Promove constante interação entre perfis e expertises diferentes;
  • Estimula o trabalho em equipe;
  • Motiva os colaboradores a entender seu impacto nos processos;
  • Valoriza a pluralidade de ideias e backgrounds;
  • Aumenta a autoconfiança e poder argumentativo dos envolvidos;
  • Faz com que os colaboradores se imaginem como consumidores dos bens ofertados;
  • Propicia o sentimento de dono.

Quais os tipos de brainstorming?

Como todas as ferramentas e práticas criadas para nos auxiliar no dia a dia, o brainstorming se expandiu para atender diferentes momentos, pessoas e tamanhos de problema. Por isso, podemos dividi-los em um primeiro momento sob as óticas de: Estruturado e Não Estruturado. Dando a possibilidade de novas divisões e direcionamentos a partir dessas duas propostas.

O modelo estruturado segue um aspecto mais “roteirizado”, em que: tempo, participantes, espaço e formato de propor e defender ideias é predeterminado. Ou seja, ao mesmo tempo que estimula e dá espaço a participação de todos, mantém uma condução do processo a partir de suas regras. Além disso, pessoas que costumam ter bloqueios criativos ou são mais tímidas podem experienciar certa “pressão”.

O não estruturado, por outro lado, não propõe ordem ou direcionamento na apresentação de ideias, nem mesmo um limite de tempo de fala. Assim, a proposta não segue o modelo de rodadas do estruturado, mas sim um aspecto mais orgânico em que, conforme as ideias surjam, as pessoas as apresentam. 

Além disso, é preciso ter cuidado para que o princípio da “reunião” não saia do controle e acabe por divagar demais da proposta.

Individual

Apesar de não prover tantas ideias quanto o modelo em grupo, o brainstorming individual pode também proporcionar ideias que resultam em soluções efetivas. Isso é possível pois, sozinho, não há o risco de a proposta ser “minada” e levada para outro assunto. Outro ponto é que algumas pessoas tendem a ficar tímidas em expor suas opiniões e ideias em grupo, mas quando utilizam o modelo individual conseguem evitar esse “bloqueio” e se desenvolverem muito bem. 

Antes de tudo, organize-se e tenha em mente onde precisa chegar. A efetividade da solução pode envolver ações externas no momento da prática, mas esse momento é seu e depende somente de você utilizá-lo da melhor forma. Anote tudo o que vier a cabeça, tente elencar as ideias a partir de: viabilidade, custos, prazos, efetividade, etc. 

Vale ressaltar também que, o brainstorming individual é extremamente efetivo para a resolução de problemas simples, pois através de suas anotações você consegue focar em um problema a partir de um leque amplo de ideias. Contudo, se necessita resolver algum problema mais completo, opte pelo modelo em grupo, mesmo que adicionando apenas mais duas pessoas na sua empreitada.

Em grupo

É fundamentado no perfil multidisciplinar das pessoas, criando assim uma vantagem para a organização pois se aproveita da pluralidade de ideias. Quando um participante atinge seu limite de raciocínio, ou trava em um ponto, outro pode ajudá-lo a maturar a ideia e levar a solução para um outro estágio.

Somado a isso, a possibilidade de se aprofundar mais em uma ideia é um benefício do modelo em grupo. Torna-se motivador compartilhar o sentimento de contribuição para encontrar a solução e reforça a ideia de integração da equipe.

Contudo, tenha em mente que grupos muito grandes podem sair um pouco do “roteiro” e também do controle. Monte grupos de cinco a oito pessoas no máximo, sempre buscando uma variedade de perfis e expertises.

Reverso

Brainstorming inverso é um método mais direcionado a pequenos grupos, pessoas que têm dificuldade em criar novas ideias ou que possuem um ativo, mas não conseguem usá-lo da melhor maneira possível.

Em suma, todos os envolvidos devem tentar criar formas de impedir que a solução seja atingida. Assim, conseguirão visualizar a partir das barreiras, às ações adequadas para superá-las e maximizar a efetividade de seus esforços e ativos. Além disso, identificar problemas nesse método faz com que a equipe tenha uma maior noção da experiência do cliente, tornando esse método algo efetivo para eliminar todas as adversidades enfrentadas pelo consumidor.

Speedstorming

Reúna seis pessoas e distribua uma folha de papel para cada. Cada participante deve gerar quatro ideias, uma a cada cinco minutos. Em seguida, cada participante entrega sua folha a pessoa a sua direita e essa pessoa deve construir uma nova ideia a partir das propostas descritas pela pessoa a sua esquerda. 

Repita o processo cerca de três vezes, ou até atingir trinta minutos. Se preferir, pode instigar que cada pessoa aumente o número de ideias geradas. Ao final, terá ideias que se conversam, são integradas a perspectiva de cada participante e estão assimiladas na mente de todos.

Princípios e regras

Apesar de alguns acreditarem que um brainstorming é algo totalmente aberto e sem roteiro, existem alguns princípios e regras que, quando seguidos, auxiliam no processo criativo e preparam o terreno para que as ideias sejam férteis e eficazes. Quanto aos princípios, devemos seguir dois:

  • Tome todas as ideias com igual respeito e importância para o processo, mesmo que soem absurdas ou inviáveis. Caso contrário, insights pertinentes que nascerem em uma ideia absurda podem representar uma perda para a busca da solução;
  • Priorize o estímulo das ideias a qualidade.  Mesmo que impares, combine as ideias para resultar em ações viáveis e proveitosas.

Agora, quanto às regras as prioridades são:

  • Evite oferecer críticas negativas;
  • Aborde todas as ideias sem pessimismo;
  • Priorize a quantidade;
  • Anote e combine as ideias mais viáveis e relevantes;
  • Aprecie e considere ideias incomuns;
  • Use o diálogo para imaginar as ideias em prática;
  • Reforce o motivo do brainstorming.

O que não fazer?

A proposta do brainstorming é encontrar uma ou mais soluções para um problema. Portanto, evite atitudes que atrapalhem esse processo como:

Diminuir e “pilotar” a ideia alheia: Evite praticar, ou promover, a diminuição das ideias alheias, seja por falta de embasamento ou sentido. Aceite as falas alheias e busque nelas algo para se conectar e agregar ao processo, mas nada de assumir a ideia do outro e pilota-la sem dar os créditos;

Interromper o fluxo de criatividade: Não interrompa o fluxo criativo dos demais participantes, seja “cortando” suas falas, fazendo barulhos ou saindo do recinto quando outro fala. Assim você não compromete a sequência de raciocínio da pessoa e não a inibe de continuar participando;

Julgar ou condenar uma ideia: Mantenha a mente aberta e não ofereça críticas. Permita que todos exponham seus raciocínios e, se for necessário refutá-los, faça de uma maneira cuidadosa e “sinta a sala”. É importante que você também evite que outros participantes condenem ideias alheias;

Não dar abertura para que todos falem: Como dissemos, algumas pessoas tendem a ser tímidas e por isso esperam ansiosamente uma brecha de silêncio. Promova uma sessão em que todos tenham a possibilidade de contribuir e se sentirem integrados. Contudo, evite também que o brainstorming se torne um monólogo ou palestra;

Não colocar as ideias em prática: Lembre-se que o objetivo da sessão é encontrar soluções e aplicá-las no futuro. Assim, busque anotar tudo que for valido para colocar em prática.

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Resumo

Em síntese, brainstorming  é uma técnica que consiste em estimular o cérebro a construir soluções criativas para um determinado problema. A tradução literal para o português “tempestade de ideias”, explica bem a proposta. Afinal, seja em uma reunião formal ou entre amigos, a prática de propor ideias que se conectam de alguma forma ao tema central e resultem em soluções valiosas e pertinentes é a melhor definição do conceito.

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