Engenharia: Conheça o conceito, os tipos e perfil do profissional

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17 de novembro de 2020
Última modificação: 17 de novembro de 2020

Autor: Guilherme Mendes
Categorias: Blog, Carreira, Seis Sigma

A engenharia é – salvo o trocadilho – um dos pilares em que a humanidade se sustenta, e foi fundamental para sua evolução. Mas afinal, é ela quem prepara e exige evolução do contexto? Ou o contexto que norteia sua evolução? Confira nesse artigo tudo sobre esse assunto, desde o conceito e evolução histórica, até os tipos e o perfil do engenheiro Lean Seis Sigma.

Qual o conceito de engenharia?

Engenharia consiste na aplicação do conjunto de conhecimentos científico, econômico, social e prático, que possibilita mapear, inventar, propor, construir e manter estruturas, maquinários, sistemas, materiais e processos. Além disso, a melhoria de todos esses pontos é também responsabilidade do profissional dessa área.

Essa área do saber, aplica conceitos matemáticos e de design para criar, implementar e aperfeiçoar projetos e sistemas que realizam uma função ou cumprem objetivos que, impactem ou beneficiem a sociedade em geral

Em resumo, a engenharia é uma área muito versátil, adaptativa e abrangente. Sua prática engloba diferentes especialistas e cria relações com outras áreas do saber, como a medicina e artes por exemplo. Ou seja, a necessidade de criar categorias e dar ênfase a suas especificidades surgiu ao longo dos anos e tem como objetivo mútuo, beneficiar a sociedade, através de praticidade, inovação e aprimoramento de tecnologias atuais.

A evolução na história

Prévio ao século XX, a engenharia era ensinada em escolas superiores especializadas no assunto. Essas escolas não eram chamadas universitárias pois, até então, a realidade europeia fazia com que o ensino universitário abrangesse apenas as áreas de humanidades, como direito e medicina. 

Contudo, é difícil estabelecer um período de ascensão do ensino e determinar quais escolas eram as mais antigas. Afinal, grande parte do currículo acadêmico utilizado na engenharia – tanto naquele período, quanto hoje – possui conceitos vindos desde a antiguidade humana.

Segundo os padrões modernos, tanto de formas de ensino, quanto conteúdo sobre o assunto, a “École Royale des Ponts et Chaussées” é considerada a precursora. A escola foi fundada em 1747 em Paris

No Brasil, o ensino de engenharia tem origem, e difusão, em 1699. Neste período, o Rei Dom Pedro II de Portugal, tinha por objetivo formar, militarmente, técnicos engenheiros para trabalharem na fortificação de vários pontos do Ultramar Português. As escolas criadas com esse objetivo foram construídas em Salvador, Recife e no Rio de Janeiro.

Porém, a escola mais antiga a ministrar o ensino de engenharia, seguindo os moldes modernos, foi a Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho, fundada no RJ em 1792.

Hoje, o Brasil sofre com um déficit de engenheiros. Um fator determinante é o alto índice de evasão das graduações nessa área. Segundo a Federação Nacional dos Engenheiros, um país em expansão econômica deve formar, ao menos, 60 mil novos profissionais por ano. Para que essa margem seja alcançada, novas Diretrizes Curriculares são constantemente propostas e avaliadas e, em 2019, novas diretrizes foram publicadas para que todos os cursos de engenharia, em território nacional, cumpram.

O profissional de engenharia

O engenheiro é o profissional que executa os fundamentos da engenharia. Hoje, é de suma importância, e legalmente exigida, a habilitação em curso superior para exercer essa função.

Diante da evolução da engenharia, o engenheiro é extremamente requisitado em todas as frações do mercado. Portanto, é necessário atentar-se a essa seara de possibilidades de atuação antes de escolher qual vertente seguir.

O engenheiro deve ser um profissional versátil, conhecedor das principais técnicas e usuário das ferramentas em tendência no seu segmento. Além disso, é importante desenvolver um perfil de resiliência e liderança, pois essa é uma função de alta escalabilidade profissional e cobranças.

Em geral os profissionais dessa área seguem um padrão quanto a:

  • Atraído pela área de exatas;
  • Pensamento mais prático;
  • Criativo em propor soluções;
  • Interessado por inovações;
  • Organizado e disciplinado;
  • Comunicador eficiente.

A remuneração do engenheiro é regida pela Lei nº 4.950-A/166 , de 22 de abril de 1966, que determina que o piso salarial da categoria, ou seja, o salário mínimo obrigatório, é estipulado em:

  • 6 vezes o salário mínimo comum para uma jornada de 6 horas diárias; 
  • 8,5 vezes o salário mínimo comum para jornadas de 8 horas diárias.

Quer conhecer mais o perfil e visão de um profissional dessa área? Então confira essa conversa que tivemos com o Braulio Truite, engenheiro que nos contou como foi sua jornada até atingir o cargo de gerente fabril. Entenda os principais desafios vencidos, oportunidades aproveitadas e habilidades necessárias ao profissional dessa área.

Os diferentes tipos de engenharia

O desdobramento dessa área do saber atingiu, e se diversificou em todas as direções e ciências conhecidas e utilizadas pela humanidade. Obviamente, isso demandou tempo e adaptações, há conceitos que transitam e outros que são específicos a um ou outro tipo. Mas o mais importante é que hoje podemos usufruir dos benefícios e inovações possibilitados por todos esses tipos.

Caso queira se aprofundar em todos eles, recomendamos que leia esse post “Tipos de Engenharia: Principais Cursos e Instituições de Graduação”, onde destrinchamos cada um.

Mas, de qualquer forma, separamos aqui os oito principais tipos de engenharia exigidos pelo mercado. Confira: 

  1. Ambiental: Atua na busca por soluções que propiciem o desenvolvimento sustentável. Ou seja, os processos e projetos devem preservar recursos naturais e reduzir impacto ambiental;
  2. Civil: Deve idealizar, projetar, gerenciar e supervisionar obras de construção urbana. Além disso, atua com infraestrutura e transporte;
  3. Da Computação: Desenvolve soluções de hardware e sistemas de processamento e análise computacional; 
  4. De Controle e Automação: Junto de inteligência artificial e machine learning, mapeia e executa planejamentos que contribuirão para um melhor controle e manutenção de todo tipo de maquinário fabril;
  5. Elétrica: Planeja e cria componentes eletroeletrônicos e gerencia sua operação, instalação e reparo. Deve, portanto, buscar constantemente a eficiência energética da organização;
  6. Mecânica: Foca no desenvolvimento e manutenção de máquinas, veículos, equipamentos e sistemas mecânicos que são utilizados pela indústria;
  7. De Petróleo: Combina conhecimentos físicos, químicos e matemáticos para desenvolver processos e projetos que contribuam para a exploração assertiva e sustentável do petróleo e gás. Conhecimentos em geologia e mineração, por exemplo, agregam ao expertise desse profissional;
  8. De Produção: Trabalha na produção e desenvolvimento de soluções que auxiliem as empresas a atingir maior produtividade, reduzir custos e otimizar recursos;

A relação com outras áreas do saber

A engenharia sempre assimilou outros conhecimentos em seu conteúdo e práticas. Por exemplo, as artes, como pudemos perceber pelo nome da escola mais antiga brasileira um pouco acima. A engenharia moderna é fundamentada em conhecimentos que, antigamente, eram nomeadas “artes mecânicas”. Além disso, a constante conexão com a arquitetura e paisagismo traz disciplinas e  técnicas do “design industrial”, por exemplo. O maior nome responsável por conectar os conceitos de artes e engenharia foi Leonardo da Vinci, que durante o Renascimento executou e idealizou projetos que estavam fundamentados nas duas vertentes.

Outra área em que se faz presente é na biológica. Seja no cotidiano de profissionais da medicina ou biologia, aspectos da engenharia moderna contribuem para avanços e inovações nessa área. Podemos citar, por exemplo, próteses, órgãos artificiais, implantes, marca-passos, estimulantes elétricos, etc. Essas são apenas algumas das várias conquistas possibilitadas pela relação entre as exatas e as biológicas.

Há impacto em outras frentes como nas ciências em geral através de inteligências artificiais, robótica e sistemas de acompanhamento como um todo. Além da política e geografia, onde as engenharias sociais e políticas, lidam com a captação, acúmulo e análise de informações de estruturas sociopolíticas utilizando metodologias e conceitos das exatas, por exemplo.

 O engenheiro Lean Seis Sigma

O profissional de engenharia pode encontrar na metodologia Lean Seis Sigma, os conceitos e técnicas necessárias para executar sua função com maior objetividade, assertividade e visão analítica. A metodologia é certificada no mundo todo e se divide em seis “belts”, que são os níveis. Aqui na FM2S oferecemos a certificação de todos os belts. Desde nosso White Belt Gratuito, até a formação certificada do Master Black Belt.

Em geral, os engenheiros recém graduados buscam o Green Belt – também disponível em nosso EaD -, pois é a certificação mais comum e presente no mercado. Através do GB, o profissional se capacita a analisar e otimizar processos da organização, atingindo a tão quista melhoria contínua e garantindo, com exatidão, os melhores resultados para os bens ofertados.

Dentre os benefícios de se tornar um profissional certificado Lean Seis Sigma, podemos citar por exemplo:

  • Aprimoramento da visão analítica e habilidade de propor mudanças estratégicas;
  • Maior assertividade e velocidade na obtenção de resultados;
  • Capacidade de trabalhar com ferramentas integradas ao Lean Seis Sigma, como: BI, PMBOK, Scrum, etc;
  • Expõe e elimina desperdícios e defeitos causados por processos operacionais, gerando, assim, maior valor ao cliente.

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