O que é Seis Sigma? De onde surgiu essa poderosa metodologia?

Conheça essa metodologia e seus impactos em processos produtivos

Conheça nossas certificações Seis Sigma

Como surgiu a metodologia?

O Seis Sigma tomou proporções mundiais com a sua ampla utilização na década de 1980 pela Motorola e posteriormente pela GE. A iniciativa tinha um responsável, Jack Welch.

Contudo, a ideia de conceitos estatísticos que monitoram a variabilidade e estabilidade de processos tem origem muitos anos antes (anos 30), sob a tutela de Walter Shewhart. Seu esforço e trabalho o possibilitou desenvolver, o que hoje chamamos de Gráficos de Controle.

Passados anos, o estatístico Edwards Deming ganha fama por trabalhar e aperfeiçoar ideias de Shewhart ao se tornar um dos muito responsáveis pela reconstrução do Japão pós guerra. Junto a isso soma-se o destaque recebido por ferramentas de melhoria em processos produtivos como o Ciclo PDCA e o PDSA.

Com o tempo, outras técnicas receberam adesão de empresas de manufatura e impactaram no modelo de Seis Sigma que trabalhamos hoje. Por exemplo:

Todas essas – e muitas outras – são ferramentas, e metodologias, que atuam no monitoramento de padrões de qualidade em indústrias, empresas de pequeno e grande porte, linha de produção e prestadoras de serviços.

Principais características

Toda a filosofia do Six Sigma não se trata apenas metodologia orientada por processos e dados, ela atua muito além disso, pois pauta sua aplicação em ser algo consistente. Trata-se de intensidade sustentada, em vez de pequenas explosões de poder. O conceito se concentra no desenvolvimento da capacidade de fornecer os mesmos resultados repetidamente com variação zero, em vez de entregá-lo uma vez.

O Seis Sigma, hoje, é visto como uma prática de gestão voltada para melhoria na lucratividade. Sua maior característica, no presente cenário, é sua finalidade de aumentar a competitividade no mercado, através do aumento de participação, redução de custos e otimização nas operações da empresa que o pratica.

O Seis Sigma é uma metodologia para melhoria de processos que se baseia em fatos e dados na busca de mudanças que vão gerar melhorias. Tradicionalmente, emprega uma série de ferramentas de análise de processos e de dados, com forte viés estatístico, para buscar: redução de custos, otimização de produtos ou serviços, processos e o incremento da satisfação do cliente a longo prazo.

A técnica está consolidada desde os anos 80, e atualmente, também incorpora diversas ferramentas do Lean em sua prática no dia a dia. Essa junção é denominada Lean Six Sigma.

O conceito possui uma grande quantidade de definições. Cada autor, cada livro, cada artigo tem uma descrição um pouco diferente sobre. Por isso, separamos – no fim desta página – vários artigos, e-books, apostilas e certificações para você que se interessa dominar o assunto.

Como aplicar o Seis Sigma ao seu negócio?

O Seis Sigma é uma filosofia administrativa concentrada em eliminar erros, desperdícios e repetição do trabalho. Estabelece um patamar de desempenho mensurável a ser alcançado e inclui um método estratégico para solução de problemas que visa aumentar a satisfação do cliente e melhorar muito o resultado final.

Evitar cometer erros em processos produtivos faz com que sua empresa ganhe dinheiro, ao invés de perder ou apostar em investimentos arriscados. Fazendo isto, todos podem ajudar a empresa e a si mesmos.

Quando você dirige um projeto Seis Sigma, seja como Green Belt ou Black Belt, obtém conhecimento valioso para você e sua empresa, que, por sua vez, o capacita a assumir um papel de profissional mais capaz e assertivo na sua área.

Os belts da carreira Seis Sigma

O Seis Sigma é tradicionalmente estruturado em “belts“. São faixas que, como no judô ou no karatê, avaliam o nível de conhecimento do profissional na metodologia e na utilização das ferramentas de processo e estatísticas. Tradicionalmente, temos 5 faixas, ou certificações:

  • White Belt, que é a mais introdutória de todas (e você encontra de forma gratuita em nossa plataforma EAD);
  • Yellow Belt, que ensina as ferramentas mais básicas;
  • Green Belt, onde se aprofunda nas ferramentas;
  • Black Belt, que domina até as mais complicadas ferramentas;
  • Master Black Belt, que é o verdadeiro mestre na metodologia.

A busca pela qualidade

No Seis Sigma a qualidade melhor é um meio para alcançar um fim, não o fim em si. O objetivo não é simplesmente melhorar a qualidade por melhorá-la, mas torna os clientes mais felizes e o resultado final mais lucrativo. Se você melhora a qualidade do produto, mas desagrada os clientes ou perde dinheiro, não está chegando ao ponto desejado.

A empresa Seis Sigma aprende que a qualidade economiza dinheiro, porque há menos desperdício, menos ressarcimentos relativos a garantias e menos devoluções. Tudo isso irá aumentar seus lucros. O Seis Sigma coloca no mesmo time a área financeira e a área de qualidade.

Confiabilidade dos dados

Obter e produzir dados confiáveis é algo que todo processo que busca a melhoria contínua prioriza. Na prática do Seis Sigma isso é mais que uma prioridade, é algo inerente, crucial.

O Seis Sigma exige que no momento de criação, ou planejamento, de um projeto, criem-se também métricas (indicadores) mensuráveis e tangíveis a realidade da organização. A importância de estar dentro da realidade é que os dados provenientes desse novo projeto, processo ou planejamento, serão confiáveis por estarem fundamentados nesses KPI.

Como você conseguiria definir se seu projeto possui alta variabilidade se não tiver certeza de que sua fonte de dados é confiável? Seria arriscado demais. Portanto, opte pela conduta mais segura e assertiva, padronize processos e os conduza de maneira clara. Assim, os dados gerados serão monitoráveis e tangíveis, sempre mostrando a realidade tão importante.

Causa raiz

No Seis Sigma, em vez de apenas se livrar dos produtos finais ruins, deve descobrir por que os maus resultados ocorrem. Na fábrica de biscoitos, enquanto os outros programas lhe dizem para lubrificar a máquina e jogar fora os biscoitos queimados, o Seis Sigma é diferente. Nele a proposta é desmontar a máquina e descobrir por que de vez em quando os biscoitos ficam queimados, consertar o defeito e remonta-la para solucionar o problema. A premissa não é administrar o problema, mas sim eliminá-lo.

E como descobrir o problema? Lembre-se do objetivo: tornar os clientes mais felizes e aumentar os lucros. Precisamos perguntar aos clientes que problemas precisamos resolver. Se o identificarmos corretamente e o resolvermos, os clientes ficarão mais felizes e nós economizamos dinheiro. Mas cuidado. Devemos focar no que é problema para o cliente e não no que achamos ser problema.

Definição do problema

Quando identificamos o problema, devemos focar que precisamos apenas melhorar nosso negócio.

No Seis Sigma, você escolhe um problema para resolver de cada vez como um projeto. Se tentar resolver tudo de uma vez com o Seis Sigma, você acabará perdendo tempo e dinheiro e frustrando todos, inclusive os clientes.

Para isto, busque escolher aquele com maior impacto financeiro. Aquele cuja solução lhe dará mais proveito. Prefira o problema mais dispendioso, aquele com mais chances de ser corrigido e que proporcionará mais economia e satisfação para os clientes. E claro, sempre atribua um responsável ao projeto.

Seis Sigma na FM2S

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