A Metodologia DMAIC e o Lean Seis Sigma

metodologia dmaic
07 de novembro de 2016
Última modificação: 07 de novembro de 2016

Autor: Murilo Fms
Categorias: Melhoria de Processos, Seis Sigma

O que é a metodologia DMAIC?

O DMAIC é um ciclo de aprimoramento orientado a dados, projetado para ser aplicado aos processos de negócios para encontrar falhas ou ineficiências – principalmente resultando em defeitos de saída – e combatê-los. O objetivo de empregar o DMAIC é melhorar, otimizar ou estabilizar os processos existentes. O que faremos é analisar cada etapa do processo e considerar o que precisa ser explorado e que tipos de ferramentas e metodologias você pode usar ao longo da execução da metodologia DMAIC.
O desenvolvimento da metodologia DMAIC é creditado à Motorola, mas é em grande parte uma expansão adicional dos sistemas desenvolvidos pela Toyota.

Você certamente já ouviu falar da famosa metodologia DMAIC (ou roteiro DMAIC), tão ensinado como a solução para todos os males em uma empresa. Assim como o DMAIC, existem outros. Mas o que são esses roteiros?

Roteiros de melhoria são uma sequência estruturada de atividades a serem realizadas e ferramentas a serem utilizadas que visam produzir melhorias em nossos processos. Teoricamente, seguindo à risca esse passo a passo, iremos conseguir melhorias significativas em nossos processos, alcançando os objetivos propostos.

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Como se estrutura a metodologia DMAIC?

A metodologia DMAIC é composto por 5 fases: Define (ou definir), Measure (ou medir), Analyze (ou analisar), Improve (ou melhorar) e Control (ou controlar):

Define

Na fase do Define nós definimos qual é o problema ou qual a oportunidade que queremos trabalhar. Nela, respondemos às 2 primeiras perguntas fundamentais, entendendo a real necessidade da organização. O maior desafio aqui é cristalizar as impressões particulares de cada envolvido no projeto para chegar a um objetivo mais
palpável. A saída fundamental da fase Define é a formulação do contrato de melhoria, que irá pautar todos os esforços futuros. Algumas ferramentas usadas nesta fase são:

  • VOC (Voice of Customer), que nos ajuda a coletar informações do cliente, por meio de pesquisas e estrutura-las por meio da árvore CTC (critical do customer) ou CTQ (critical to quality), que nos ajuda a transformar ideias
    abstratas em indicadores concisos;
  • O SIPOC, que nos ajuda a enxergar os clientes, produtos do processo, atividades principais, entradas e fornecedores, delimitando as fronteiras do processo a ser estudado;
  • O contrato de melhoria, que formaliza todo os tópicos discutidos, alinhando equipe, patrocinador e clientes;
  • A matriz de análise de stakeholders, que nos ajuda a identificar todos os envolvidos e programar nossas ações de convencimento;
  • A matriz de comunicação, que nos ajuda a evitar problemas causados pelo
    desalinhamento nas comunicações;
  • O diagrama de afinidades, que ajuda a organizar as nossas ideias.

Measure

A fase seguinte é a fase do Measure, aonde vamos começar a entender os processos e seu desempenho. Essa fase tem duas frentes de trabalho distintas, ou duas “portas” por onde começamos nossas medições: a porta de processos e a porta de dados. Na porta de processos, nós mapeamos o processo atual e entendemos como ele funciona. Identificamos quais são suas atividades e como elas se conectam. A grande saída dessa porta é um fluxograma que explica exatamente como nosso processo transforma suas entradas (matérias-primas) em saídas (produtos ou serviços).

Na porta de dados, nós medimos o desempenho do processo por meio dos indicadores. Para isso, temos que coletar dados sobre o que está acontecendo e analisá-los. Boa parte das ferramentas que iremos ensinar no curso de Green Belt tem o objetivo único de analisar os dados que coletamos. Algumas ferramentas desta fase são:

Para processos:

Para dados:

  • Formulários de coletas de dados e folhas de verificação;
  • Gráficos de tendência;
  • Gráficos de controle;
  • Gráficos de frequência (histogramas, Box-Plots, gráficos de barras, de setores, de Pareto, etc.);
  • Análises de capabilidade;
  • Análises MSA (measure system analysis);
  • Ferramentas para a transformação de variáveis.

Analyze

A terceira fase é a do Analyze. Nela fazemos duas coisas: analisamos criticamente nossos dados e procuramos desenvolver mudanças que vão gerar melhorias. Na prática, fazemos as duas coisas juntas. Ao final dessa fase, já teremos formatado as nossas primeiras mudanças a serem testadas. Algumas ferramentas:

Para dados:

  • Estudo de correlação, como gráficos de dispersão e planilhas de contingência;
  • Análise de Regressão Linear;

Para processos:

Improve e Control

A penúltima fase é a fase do Improve, onde vamos melhorar as nossas mudanças e começar a melhorar o nosso processo. Nesta fase nós iniciamos nossos experimentos. As ferramentas mais importantes a serem trabalhadas são o ciclo PDSA e o planejamento de experimentos, usando experimentos fatoriais. Ao sairmos do improve, já vamos saber exatamente quais ferramentas devemos implementar.

A última fase é a fase do Control. É nela que implementamos as mudanças vencedoras. Para que essa  implementação seja bem-feita, aplicamos algumas ferramentas de psicologia, como o diagrama de campos de força e elaboramos bons padrões e bons treinamentos. Sem isto, o risco de uma boa mudança perder-se é grande.

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