Uber: Conheça a origem, história e estrutura da empresa

11 de janeiro de 2021
Última modificação: 11 de janeiro de 2021

Autor: Guilherme Mendes
Categorias: Blog

Em 2009 o mundo conheceu um novo conceito de transporte. Fruto de uma necessidade e desenvolvido na oportunidade, a Uber foi criada. Já são mais de dez anos de atuação e nesse artigo iremos nos aprofundar na história, trajetória e principais características do modelo de negócio dessa empresa disruptiva. Confira:

Qual a origem da Uber?

A origem da Uber vem da necessidade observada pelos fundadores, Garrett Camp e Travis Kalanick, em Paris. Camp e Kalanick experienciaram uma constante dificuldade para encontrar um táxi e, percebendo a demanda por transporte gerada por essa dificuldade e caráter turístico da cidade, resolveram criar uma forma de transporte que permitisse a qualquer usuário solicitar um serviço de carros premium.

As operações se iniciaram com carros de luxo como Mercedes S550 e Escalade dentro da cidade de São Francisco, na Califórnia.  

No entanto, apesar da carga que a palavra “premium”  e os carros de luxo trazem à discussão, os serviços se modificaram com o tempo. Em 2012 a empresa expandiu sua presença para Londres incluindo a frota de táxis convencionais.

Os altos investimentos ao longo dos anos de 2011 e 2015 favoreceram o crescimento da empresa, dando a vazão a praticar um preço reduzido. Aliás, o preço reduzido em relação a um táxi é justamente uma das grandes diferenças e vantagens do serviço. 

Hoje, qualidade premium é sustentada pela agilidade, praticidade de procura e usabilidade do aplicativo, segurança e previsibilidade proporcionadas além, claro, da exigência na qualidade do atendimento por parte dos motoristas.

Em maio de 2019 a empresa já era avaliada em 120 bilhões de dólares, e suas ações começaram a ser vendidas na New York Stock Exchange, com avaliação de 82 bilhões de dólares.

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Qual o modelo de serviços? E a estrutura da empresa?

Diferentemente do serviço prestado por táxis convencionais, o motorista Uber não cobra diretamente o usuário por cada viagem que realiza, mas recebe uma remuneração da empresa em percentual ao valor da viagem. Isso faz com que os preços sejam sim, baseados em algoritmos geográficos que consideram o melhor percurso e distância, mas que também se alteram com base na oferta de motoristas e demanda dos usuários.

Ao longo dos anos de serviço a Uber aprimorou seu modelo de negócios, criando opções que melhor atendessem aos diferentes tipos de público, como o transporte executivo, o de aeroportos (que comportam maior carga), carros com adaptação para bicicletas, o compartilhado (com mais viajantes), de helicópteros, etc.

Outro ponto importante da Uber é a forma de requisição do serviço. Através de um smartphone ou outro dispositivo eletrônico, cada usuário tem seu perfil detalhado – o que por si só já auxilia no controle de fraudes e na segurança da comunidade – e, em poucos cliques, determina seu ponto de encontro e de destino. Essa praticidade na solicitação é também suportada pelo baixo consumo de dados móveis do aplicativo, pela facilidade de pagamento, que pode ser em função automática do cartão de crédito ou débito e também dinheiro. 

Além disso, com o algoritmo do app sempre buscando o motorista mais próximo do usuário, o tempo de espera é bastante curto, o que permite uma flexibilidade de horários e assegura, em maior grau, o serviço em caso de emergências.

Estrutura

Atualmente, a Uber está presente em mais de 600 cidades do mundo, são cerca de 75 milhões de usuários, 3 milhões de motoristas associados e uma média de 15 milhões de viagens diárias.

A sede permanece na Califórnia e o modelo organizacional da empresa é do tipo “Plataforma Multilateral”, pois conecta motoristas às pessoas que precisam de um transporte privado. Seguindo o Business Model Canvas, o modelo da Uber teria a seguinte estrutura: 

créditos da imagem: analistamodelosdenegocios.com.br

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O sistema de avaliações

O sistema de avaliações do aplicativo permite que haja uma troca de notas entre passageiros e motoristas. Dessa forma, avaliam-se – em uma a cinco estrelas – aspectos como conduta de ambos durante a viagem, trajeto, qualidade e limpeza do veículo, atendimento, rapidez, etc.

Essas avaliações fazem com que todos se mantenham o mais educados possível, a fim, claro, de receber uma melhor pontuação. Mas a realidade é que a pontuação possibilita aos motoristas selecionar quais níveis de passageiros desejam levar em seus veículos, enquanto, da parte do usuário, lhes assegura uma viagem com alguém mais experiente na função e no aplicativo, o que gera um maior senso de segurança na viagem.

Ou seja, todos saem ganhando, pois o serviço se mantém em um nível elevado de qualidade que, por sua vez, propicia uma melhor experiência para as duas frentes.

A Uber no Brasil

A Uber chegou ao Brasil em 2014, atuando na cidade do RJ. Em seguida, SP e BH receberam as operações da empresa que, em janeiro de 2016 já estava atuando em Campinas e na Baixada Santista.

Foram períodos complicados para a Uber, principalmente em SP, onde suas operações foram suspensas e revogadas por duas vezes. Até que em maio de 2016 o então prefeito de SP, Fernando Haddad regularizou os serviços da empresa na cidade.

Hoje, o Brasil é o segundo maior mercado da Uber, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. E, apesar de atender todas as regiões do país, há cidades e bairros em que os serviços do aplicativo são suspensos em determinados horários, para garantir a segurança dos motoristas.

Aqui a empresa compete com outros aplicativos de mobilidade urbana como o 99, InDriver, Cabify e o Waze Carpool. 

Principais polêmicas

A contínua disputa de território com táxis e a forma que os veículos utilizados pelo aplicativo são licenciados e documentados, gera grandes atritos entre as duas frentes trabalhistas. Além disso, em alguns países, como o Canadá por exemplo, a Uber foi acusada de violar 25 leis municipais só no final de 2012. Em cidades australianas, diversos motoristas foram multados por não possuírem a licença de táxi, exigida para operar no país. Já na cidade do México, a empresa é obrigada a receber o pagamento dos usuários através de um intermediário central.

Outro ponto bastante discutido são as constantes alegações e provas de assédio sexual dentro da organização e nas viagens. Isso fez com que algumas normas específicas para as viagens de usuárias mulheres fossem estabelecidas. Como, por exemplo, motoristas mulheres oferecerem viagens apenas para outras mulheres. 

Isso também gerou espaço para aplicativos de mesmo modelo surgirem, porém, voltados para o público feminino exclusivamente.

Gostou de conhecer um pouco mais sobre a história da Uber? Quais insights você acha que conseguiu extrair deste artigo? Escreva pra gente nos comentários.

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