Como agregar valor ao cliente em 5 etapas?

agregar valor aos clientes
07 de maio de 2020
Última modificação: 07 de maio de 2020

Autor: Guilherme Mendes
Categorias: Blog, Ferramentas da Qualidade, Lean

Introdução

O Lean Manufacturing teve sua origem após a segunda guerra mundial, no Japão. Taiichi Ohno, engenheiro da Toyota em conjunto com outros precursores desta metodologia romperam com o conceito da produção em massa iniciando uma contrapartida, o Just In Time. Com ele diversos outros conceitos como Kaizen, 5S, Produção Puxada e muitos outros que foram responsáveis pela mudança nos meios de produção em todo o mundo. Um dos conceitos que foram fundamentados pelo Lean é o de fluxo de valores, muito abordado pela ferramenta VSM que envolve as atividades que agregam valor ao cliente. É importante saber como agregar valor ao cliente em 5 etapas, e isso que será abordado neste artigo.

A manufatura LEAN, hoje em dia, está totalmente focada na redução de desperdícios e na melhoria do fluxo do processo, fortalecendo questões de valor agregado, excedendo as necessidades dos clientes e aumentando a lucratividade.

Existem muitas discussões sobre diferentes maneiras de como as empresas podem criar melhores processos de entrega de valor. Em geral, tudo se resume a entender as necessidades de seu cliente e fornecer a ele a maior ajuda possível, mas para isso você deve se concentrar ainda mais no seu cliente.

Você pode fazer isso implementando a metodologia Lean, que depende da entrega de valor, eliminando o desperdício e a melhoria contínua. Vamos conferir como agregar valor ao cliente em 5 etapas.

1. Entender as necessidades do Cliente

Primeiramente, você deve descobrir o que os seus clientes querem e existem diversas formas de se fazer isso. Entrevistas e pesquisas de mercado são boas formar de se fazer isso.

E tenha em mente o seguinte: você será pago, não por causa dos produtos que você entrega, mas por causa dos problemas que você os ajuda a resolver. Por esse motivo, você precisa direcionar os membros da sua equipe para pensarem em como eles podem satisfazer as necessidades de seus clientes sempre.

Depois de descobrir isso, você precisa separar as atividades geradoras de valor das desperdiçadas. Existem 7 tipos de resíduos (desperdícios) no Lean e eles são classificados como necessários e puros. Os primeiros apoiam as atividades de agregação de valor, enquanto os últimos podem apenas danificar seu processo.

Compreender e identificar o valor que sua empresa agrega aos seus clientes o ajudará a manter ótimas conexões com eles. Dessa forma, você também poderá aumentar os lucros que sua empresa gera.

2. Mapear o Fluxo de Valor

O objetivo do Mapeamento do Fluxo de Valor é criar uma imagem de como os itens (como materiais, projetos ou necessidades do cliente) fluem através do fluxo de valor – de matérias-primas e insumos até o produto final do cliente. Desta forma fica mais fácil de saber as atividades que agregam valor ao cliente.

Depois de entender e identificar o valor que você agrega aos seus clientes, a próxima etapa é transmiti-lo do início ao fim. No Lean, uma maneira fácil de fazer isso é usando um quadro Kanban.

Lá, você poderá visualizar todo o ciclo de criação até a entrega pelo qual seu produto passa. Ao longo do caminho, você pode encontrar qualquer desperdício extra a ser removido ou oportunidades para criar valor adicional para o cliente.

Ao mapear o fluxo de valor, sua organização alcançará um processo enxuto, onde o foco estará em ajudar seus clientes com seus problemas. Isso o transformará no solucionador de problemas que eles estavam procurando, o que contribuirá para o aumento de pedidos e lucros para o seu negócio.

Confira o curso de Mapeamento de Fluxo de Valor – VSM FM2S.

3. Otimizar o fluxo de trabalho

O terceiro passo para criar valor superior para o cliente é alcançado através da otimização do seu fluxo de trabalho. Seu objetivo aqui seria criar um processo que garanta a entrega tranquila (em tempo e quantidade) de quaisquer solicitações de produtos.

Um problema que muitas empresas enfrentam é quando não conseguem processar o trabalho devido a fatores internos ou externos. Isso gera tempo de espera em que sua equipe permanece ociosa. Portanto, a entrega do produto está sendo adiada e você pode perder credibilidade aos olhos do seu cliente.

De acordo com a Teoria das Restrições, esse problema é conhecido como gargalo. Isso significa que existe um estágio do seu processo que acumula mais solicitações de trabalho do que sua capacidade de transferência.

Utilize o Kanban

Uma solução está na visualização e otimização. Ao mapear todo o fluxo de trabalho com a ajuda de um quadro Kanban, por exemplo, você poderá identificar onde as tarefas ficam presas.

Depois de detectar o problema, você precisa otimizar seu processo. Uma maneira de fazer isso é limitar o número de itens de tarefa em que sua equipe está trabalhando atualmente. No espaço Kanban, eles são conhecidos como limites de trabalho em andamento (WIP). A lógica por trás deles é que você pode configurá-los em diferentes estágios do seu fluxo de trabalho (usando um quadro Kanban) para restringir a quantidade máxima de itens de trabalho nos quais sua equipe está focada.

Se você perceber que há muitas solicitações de trabalho entrando no seu fluxo, considere reduzir seus limites WIP. Dessa forma, você garantirá que as tarefas atuais estejam sendo concluídas primeiro.

A otimização do fluxo de trabalho é de grande importância para alcançar a maximização do valor do cliente. Certifique-se de que o trabalho solicitado passe por um processo tranquilo e você reduzirá significativamente o tempo de entrega do projeto. Isso o posicionará como um recurso confiável aos olhos de seus clientes.

4. Produção puxada (pull)

No caso de uma produção puxada, a fábrica produz exatamente o que quer o cliente, atendendo melhor flutuações nas vendas. Obviamente, a fábrica em produção puxada realiza mais setups do que uma fábrica na produção empurrada. Mas isso não necessariamente é ruim, pois a organização se prepara para aumentar a sua flexibilidade. Uma maneira de contornar os tempos de SETUP de uma fábrica é através do SMED. Acesse nossa Plataforma EAD e confira o curso de SMED FM2S.

Com a produção puxada, a ideia é que sua equipe comece um novo trabalho apenas onde houver demanda.

Existem muitas empresas, especialmente na manufatura, onde o trabalho é processado em grandes lotes. Quando você conta com um sistema em que está produzindo “just in case” (sistema de produção que usa de grandes estoques para absorver as flutuações de demanda), está gerando resíduos adicionais, relacionados à manutenção de muito estoque. Este é um método ineficaz devido a duas razões.

Primeiro, você experimentará uma superprodução, o que cria custos adicionais para o seu negócio. Segundo que a quantidade de entrega de valor ao cliente final diminuirá, porque os membros da sua equipe se esforçarão para concluir suas tarefas o mais rápido possível para começar a trabalhar em novas.

Ao integrar a abordagem pull em seu sistema, você poderá produzir o valor realmente necessário ao cliente. Sua equipe terá em mente o que deve fazer em seguida, mas o foco atual permanecerá em concluir as tarefas existentes. Dessa forma, você pode garantir que cada peça de trabalho entregue ao cliente final seja de ótima qualidade.

5. Melhoria Contínua

Melhoria Contínua é uma prática adotada por diversas empresas que visa atingir, ininterruptamente, resultados cada vez melhores – sejam eles nos produtos e serviços da empresa, ou então em seus processos internos. A melhoria contínua pode ser atingida através de diversas metodologias e boas práticas organizacionais.

Este é o último passo para alcançar a maximização do valor do cliente é implementando a melhoria contínua. Isso pode ser feito monitorando constantemente o fluxo de trabalho em sua empresa e aprimorando as atividades de geração de valor e removendo o maior número possível de desperdícios.

Outra maneira de alcançar a melhoria contínua é sempre procurar e fornecer feedback. Certifique-se de que todas as pessoas da sua equipe sejam responsáveis ​​por suas próprias tarefas e forneça dicas de como elas podem melhorar.

Além disso, não tenha medo de buscar feedback de seus clientes. Dessa forma, você poderá refinar continuamente seus processos até o ponto em que eles criam uma entrega de valor superior ao cliente.

Utilizando estes princípios e ferramentas do Lean, você confere como agregar valor ao cliente em 5 etapas. É uma forma bastante utilizada por muitas empresas. Se você tem interesse em se aprofundar nessa metodologia, confira nossa formação Lean disponível em nossa Plataforma EAD.

Conheça o nosso curso gratuito de Introdução ao Lean e de um upgrade na sua carreira!

Deixe seu comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *