O que é uma Startup? Quais são os tipos?

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31 de maio de 2020
Última modificação: 31 de maio de 2020

Autor: Guilherme Mendes
Categorias: Blog, Carreira

Startups são empresas emergentes que, como todas as outras, possuem um modelo de negócios que as norteia no como suas atividades e processos, farão com que o “problema”, que se dispõe a resolver, seja atingível e lucrável. Quer dizer que toda empresa iniciando sua vida é uma startup? Não. E por isso criamos esse blog, para que você entenda de fato o significado da palavra é o conceito e características por trás desse modelo de negócio.

O que é uma startup?

O conceito do termo startup aborda empresas jovens e com modelo de negócios repetível e escalável. Além disso, essas empresas visam de desenvolver e ofertar produtos ou serviços que, muitas vezes, tem a proposta de inovar em um cenário de incertezas e soluções ainda não existentes.
Embora o conhecimento popular assimile startups a negócios digitais (como redes sociais e demais propostas contidas na bolha da internet), as empresas criadas sob esse modelo de negócio podem atingir diferentes setores. Contudo, é bem verdade que uma startup necessita estar muito ligada a tecnologia, por exigência do fator inovação e também para não cair na mesma seara de empresas com modelo tradicional.

Principais características:

Modelo de negócios

Modelo de negócios é diferente de plano de negócios. O plano foca nas estratégias e detalhes para atingimento das metas, por exemplo. Enquanto, modelos de negócios estão voltados ao valor e rentabilidade do produto ou serviço.
O modelo de negócios de uma startup foca na resolução da “dor do cliente” de uma forma lucrativa e criativa. O maior desafio desse modelo é criar algo novo, ou mesmo, adaptar um modelo de negócios de um setor X para um setor Y onde o mesmo modelo não é comumente aplicado. Neste caso, as startups focam na forma de adaptar e estruturar os processos utilizando características mais genéricas e modificáveis, para que a geração de valor e solução sejam tão alcançáveis quanto para o setor que o modelo foi criado.

Repetível e escalável

São fundamentos essenciais para uma startup funcionar, e sem eles o negócio se torna rapidamente insustentável. Para empreendedores de startups, o cenário sempre será adverso. Portanto, oferecer um produto ou serviço repetível e escalável proporciona benefícios diretos e vantagens sobre os modelos de negócio tradicionais. Afinal, sua premissa é atingir um vasto número de clientes de forma lucrativa e ágil.
Mas o que significam essas duas palavras? Bem, um negócio repetível é um negócio capaz de entregar, o mesmo produto ou serviço, em escala potencialmente ilimitada. Assim, o empreendedor deve evitar adaptações e desvios ao longo da produção, pois comprometem esse fundamento. Ter um negócio escalável, diz respeito à capacidade da empresa crescer e continuar crescendo, sem que o modelo de negócios seja comprometido. Em suma, a conduta por esses dois possibilita que uma startup seja bem sucedida.

Cenário de incertezas e competitividade

Como a proposta central é propor novos produtos ou serviços, que fujam do tradicional. Ou seja, assumir uma postura disruptiva para gerar lucros. Dificilmente alguma startup irá seguir seu rumo sem incertezas ou adversidades. Não há como seguir estrategicamente um caminho, quando ninguém ainda o trilhou. Sendo assim, planejamento e conformidade de produtos e serviços faz com que as decisões tomadas sejam melhor fundamentadas, e os riscos sejam menores.
Aí entra a competitividade. Afinal, startups são conduzidas com capital enxugado e prazos apertados. Qualquer outro player com maior saúde financeira, que decidir assumir a mesma proposta de negócios, pode se tornar um competidor crítico.

Tipos de startups

Separamos para você os três principais tipos de startups. Veja:

Modelo B2B:

Neste modelo business to business, que em português quer dizer “negócios para negócios”, a startup é uma empresa que tem como cliente outras empresas, e não o consumidor final do produto ou serviço.
É comum que os clientes utilizem os serviços, ou produtos, no formato “corporativo”.

Modelo B2C:

O business to consumer, ou “negócios para consumidores”, comporta startups que desenvolvem e oferecem um serviço, ou produto, direto para o consumidor final.
Nestes casos, toda a inteligência de mercado, comunicação e interface do bem ofertado, se baseia no consumidor e sua experiência. E outras corporações surgem na estratégia muito mais como parceiras, que clientes de fato.

Formato B2B2C:

Business to business to consumer, “negócios para consumidores”, uma empresa (cliente) utiliza uma startup para ofertar seus serviços, como vendas, ao consumidor final. Como, por exemplo, apps de mobilidade, processos seletivos, delivery, etc.
Nesses casos, a interface que o cliente visualiza e opera suas atividades é diferente da que o consumidor final utiliza.

Qual a importância das startups?

A maior importância das startups é atuar como o “veículo ideal” para a validação de ideias inovadoras, disruptivas. E é através dessa inovação acelerada e busca por impacto massificado que as startups acabam transformando o dia a dia de várias pessoas. Afinal, algo inovador é, acima de tudo, uma nova e melhorada visão para abordar um problema já existente.
Startups existem para substituir processos engessados e revolucionar o mercado através da adaptação de processos.
E para que isso funcione, existem as Incubadoras ou Aceleradoras, que são espaços voltados a propiciar um nascimento e crescimento assertivo de startups. Através de mentoria, crédito, acesso a tecnologias recentes e exemplos reais, esses espaços preparam um caminho roteirizado para que os jovens empreendedores atinjam a fase de lucratividade mais brevemente e de forma colaborativa.
Existem metodologias que colaboram com a criação e manutenção de startups como o Lean Startup e a Metodologia ágil.

Exemplos de startups de sucesso

Hoje, existem empresas de grande reconhecimento global, com faturamentos astronômicos e quadro de colaboradores robusto e de primeira linha. E, dentro dessa parcela do mercado, existem algumas que surgiram com o modelo de negócios de startup. Quando uma organização criada sob esse modelo atinge crescimento rápido e significativo, sua avaliação econômica os coloca na categoria de “unicórnios”. Essas startups são avaliadas em US$ 1bi ou mais.
Com isso em mente, separamos startups de sucesso para você compreender melhor a proporção e possibilidades desse modelo de negócios. São três internacionais e três nacionais, confira:

Google

A atual maior empresa de tecnologia do mundo, surgiu sob o modelo de startup. Na criação da empresa, outros players mais conhecidos pelo mercado, como Yahoo e Altavista, eram dominantes.
Sob a ideia de movimentar o mercado e participar da disputa de forma significativa, o fundador do Google, Larry Page, trouxe a proposta de gerar lucro através da ferramenta de busca. Isso mudou o jogo, pois na época o Google não possuía a melhor entrega de resultados, e não competia igualmente aos demais buscadores.
A ideia deu muito certo, afinal hoje a empresa é uma das maiores do mundo, com avaliação econômica estratosférica e dita os padrões de inovação para tecnologia de buscas.

Netflix

Criada em 1997, era de ouro das videolocadoras (que perdurou por um bom tempo ainda, principalmente no Brasil), a ideia de oferecer um serviço de delivery de DVD era mais que contraditória, era fora da realidade.
Após três anos de atuação, os fundadores da marca tentaram vender o negócio para a, até então, dominante e gigante Blockbuster. Que não aceitou, pois não via capacidade ou necessidade da proposta. Com o não do maior player do mercado, a Netflix adaptou seu modelo de negócios para adotar e apostar em tecnologias emergentes. Seu acerto foi no streaming, que tornou a empresa mundialmente conhecida e o principal ponto de referência em inovação no entretenimento audiovisual.

Uber

Referência como ofertante de um dos serviços mais conhecidos e utilizados atualmente, a Uber descentralizou a forma de se deslocar para curtas e médias distâncias. A dificuldade de encontrar e ligar para uma companhia de táxi, as formas de pagamento e preços abusivos fez com que a startup que oferecia um serviço semelhante, com taxas acessíveis e através de poucos cliques, conquistar o mundo. Além disso, hoje a Uber emprega milhões de motoristas e participa do cotidiano de diferentes pessoas em diferentes países.

Startups brasileiras

Nubank

O Nubank, empresa nacional com atuação na América Latina, chegou no mercado sob a premissa que desburocratizar os processos de serviços financeiros e ofertar crédito a pessoas com baixa renda.
Graças a proposta da empresa, brasileiros de todos os cantos tiveram acesso a contas digitais através de seus smartphones, podendo gerenciar transferências, pagamentos e ações de forma intuitiva.

Ifood

O iFood é um serviço online de delivery de comida. Seu modelo de negócio permite que os usuários façam pedidos facilmente de alimentos on-line a partir de uma ampla variedade de pratos, para serem entregues em casa, operando entre parceiros de entrega, restaurantes e clientes.

Gympass

Gympass é uma plataforma que oferece acesso a atividades físicas. Seu foco em conectar empresas e seus funcionários com instalações academias, capacitou as empresas a gerar engajamento para o tema, criando programas personalizados e contínuos para se envolver em atividades físicas, permanecer motivados e liberar todo o seu potencial.

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