Gráficos e Indicadores para entender a crise de 2015

gráficos e indicadores
27 de dezembro de 2015
Última modificação: 27 de dezembro de 2015

Autor: Virgilio F. M. dos Santos
Categorias: Análise de dados, Blog

Como estão os Gráficos e Indicadores Construção Civil?

Fim do ano, 2016 batendo a porta, e por isto, vamos aproveitar para analisar alguns gráficos e indicadores sobre quantas anda nosso país. Serei breve nas reflexões comentários e darei mais ênfase nos dados e gráficos. Assim, ficará um relatório mais breve de ser lido e mais rico de ser interpretado.

Vamos começar com o setor que há anos atrás, era a grande oportunidade e queridinho do Brasil: construção civil. Como será que está nosso INCC (Índice Nacional de Custos da Construção)? Figura 1.

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Figura 1: análise de tendência exponencial para o INCC de 1993 a 2015 – Fonte: FGV.

Pela figura 1, pode-se perceber que aproximar o INCC por uma curva exponencial, é uma boa aproximação. Deste modo, é pode-se notar os anos em que o crescimento esteve acima e abaixo da curva. Por meio desta observação é possível verificar os anos pré-aceleração (maio de 2003 até 2008) e o ano pré-crise (2013). Parece, a primeira vista e sem muita análise, ser o INCC um bom indicador para predizermos o comportamento do mercado imobiliário.

Outra análise interessante, é comparar o custo médio do m² (fonte:IBGE) com o INCC. Como será que estes dois indicadores se comportam ao longo do tempo? Será que a indústria da construção está conseguindo repassar seus custos ao valor do m²?

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Figura 2: comparação entre o custo médio do m² e INCC. Comparação feita por meio de um gráfico de tendência e por meio de um gráfico de dispersão.

Pela figura 2, não é possível observar muitas alterações, com um R² de 98,4% e baixa dispersão do modelo. Há dois degraus, um em 1999 e outro em 2013, que merecem destaque na curva do preço médio do m². Mas mesmo assim, a relação dos dois é bastante forte.

Outro indicador, que interessa a todos, é o saldo dos empregos na construção civil. Como está o saldo de empregos formais calculados pelo CAGED para o setor. Figura 3.

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Figura 3: saldo dos empregos formais na construção civil (fonte: CAGED).

Pela figura 3, é possível verificarmos um ápice no saldo em 2010 e depois, uma queda acentuada nos últimos anos. Vamos colocar mais alguns números. Para isto, lançamos mão da figura 4 que nos mostrará qual o número de unidades financiadas.

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Figura 4: evolução do número de unidades financiadas. (fonte: Bacen)

Na figura 4 é possível observar que voltamos a 2009, quando o assunto é número de unidades financiadas para aquisição. Mercado gelou. Para valores, figura 5, a realidade é muito parecida.

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Figura 5: evolução do valor de unidades financiadas. (fonte: Bacen)

E, encerramos a análise da construção civil com o balanço de unidades ofertadas em São Paulo (fig. 6).

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Figura 6: balanço das unidades ofertadas.

Como está a indústria de transformação?

E a indústria de transformação? Como será que está?

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Figura 7: faturamento real deflacionado. (fonte: CNI)

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Figura 8: emprego indústria de transformação. (fonte: CNI)

Quando olhamos para a indústria, a coisa não está nada boa. Chegamos ao mesmo nível de emprego de meados de 2006, com um faturamento de meados de 2010. Qualquer que seja a análise, a indústria involuiu muito.

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Figura 9: horas trabalhadas na produção dessazonalizada. (fonte: CNI)

Quando olhamos para as horas trabalhadas na produção, o indicador de outubro de 2015 bate o recorde negativo da série, chegando abaixo de agosto de 2003. Dispensas, férias coletivas e renegociação da mão de obra, são alguns dos itens que a fábrica terá de negociar, se tudo continuar como está.

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Figura 10: % de utilização da capacidade instalada. (fonte: CNI)

Gostou dos gráficos? Quer aprender a construí-los?

Agora, como apresentar isso para seus colegas?

  • Apareça cedo! As coisas boas acontecem aos falantes que aparecem cedo. Especificamente, você pode resolver problemas antes de se tornarem insolúveis e você pode tomar o tempo para se apresentar ao público à medida que eles chegam. Desta forma, quando você começar, não será um estranho.
  • Tenha uma forte abertura: há três perguntas que cada abertura deve responder rapidamente: (1) Qual é o problema? (2) Quem se importa ?, e (3) Qual é a sua solução? Responda a estas perguntas e a audiência vai ouvir todas as suas palavras.
  • Lembre-se do PGP: Ao introduzir um novo subtópico, certifique-se de que você se desloca do particular, para o geral e, em seguida, de volta ao particular. Embora o que você deseja que o público tire da sua apresentação seja a informação geral, as informações ajudarão a tornar a informação “importante”.
  • Tome cuidado ao responder perguntas: Existe uma boa possibilidade de que a impressão de do público na sua apresentação não se baseie nela, mas sim na forma como você responde perguntas depois da apresentação. Permita pausas longas após a pergunta ter sido feita e antes de responder – isso dará mais peso à sua resposta.

Quais as melhores Práticas de Visualização de Dados?

Existem quatro tipos básicos de apresentação que você pode usar para apresentar seus dados:

  • Comparação
  • Composição
  • Distribuição
  • Relação

A menos que você seja um estatístico ou um analista de dados, é provável que use apenas os dois tipos de análise de dados mais utilizados: Comparação ou Composição.

Como selecionar um gráfico direito?

Para determinar qual gráfico é mais adequado para cada um desses tipos de apresentação, primeiro você deve responder algumas perguntas:

  • Quantas variáveis você quer mostrar em um único gráfico? Um, dois, três, muitas?
  • Quantos itens (pontos de dados) você exibirá para cada variável? Apenas alguns ou muitos?
  • Você exibirá valores ao longo de um período de tempo, ou entre itens ou grupos?

Os gráficos de barras são bons para comparações, enquanto os gráficos de linha funcionam melhor para as tendências. Os gráficos de gráficos de dispersão são bons para relacionamentos e distribuições, mas os gráficos de torta devem ser usados apenas para composições simples – nunca para comparações ou distribuições.

Posso utilizar tabelas nas apresentações?

As tabelas são essencialmente a fonte de todos os gráficos. Eles são melhor utilizados para comparação, composição ou análise de relacionamento quando existem apenas poucas variáveis e pontos de dados. Não faz muito sentido criar um gráfico se os dados puderem ser facilmente interpretados a partir da tabela.

Use tabelas quando:

  • Você precisa comparar ou procurar valores individuais.
  • Você precisa de valores precisos.
  • Os valores envolvem várias unidades de medida.
  • Os dados têm de comunicar informação quantitativa, mas não tendências.

Use gráficos quando a apresentação dos dados:

  • É usado para transmitir uma mensagem que está contida na forma dos dados.
  • É usado para mostrar uma relação entre muitos valores.

Por exemplo, se você deseja mostrar a taxa de mudança, como queda repentina de temperatura, é melhor usar um gráfico que mostra a inclinação de uma linha, porque a taxa de troca não é facilmente compreendida em uma tabela.

Assim como os demais indicadores, a figura 10 mostra mais um recorde negativo. Brasil chegando a 78% de capacidade instalada sendo utilizada. Número péssimo. Abordados no Green Belt e Black Belt.

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