Matriz de Risco: O que é? Aprenda a criar a sua!

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02 de junho de 2021
Última modificação: 02 de junho de 2021

Autor: Guilherme Mendes
Categorias: Análise de dados

Você já conhece a Matriz de Risco?

Também conhecida pelos nomes de Matriz de gravidade ou Matriz de Probabilidade e Impacto, a Matriz de Risco consiste, em resumo, em uma ferramenta utilizada para identificar e priorizar diferentes riscos de um projeto, realizando estimativas sobre a probabilidade de ocorrência e a gravidade dos mesmos, caso aconteçam. Logo, tratando-se de uma ferramenta de priorização ela é bastante utilizada na fase de avaliação de riscos. Portanto, antes de sua aplicação é necessário realizar um levantamento de riscos de um projeto. Confira neste artigo, o que é a Matriz de Riscos, quando e por que essa ferramenta deve ser utilizada além de como criar uma.

O que é uma matriz de Risco?

A Matriz de Risco é uma ferramenta bastante efetiva na avaliação de riscos focada em riscos potenciais. Assim, esta ferramenta pode ajudá-lo a calcular o risco do projeto de forma bastante prática e simples.

Em resumo, uma Matriz de Risco é uma representação visual dos riscos que afetam um projeto para permitir que as empresas desenvolvam uma estratégia de mitigação.

Ela inicia identificando as tarefas e/ou atividades em que a ocorrência de erro é maior, avaliando assim, os danos potenciais. Isso, portanto, facilita a priorização dos problemas.

Embora o gerenciamento de incertezas pareça desafiador, existem cada vez mais ferramentas de cálculo de risco disponíveis hoje que podem ajudar e exigem pouco esforço de sua parte, como por exemplo a Matriz GUT e o FMEA.

Aproveite para conhecer o curso de FMEA – Análise dos Modos de Falha e seus Efeitos FM2S. Nele você confere o que é FMEA e seus principais componentes, um passo a passo para elaborar um FMEA, além de como aplicá-lo na prática. Abaixo deixamos a vídeo aula de introdução do curso para você conferir.

Por que usar a Matriz de Risco?

Entre os motivos pelos quais você deve usar a Matriz de Riscos estão:

  • Identificar possíveis riscos;
  • Priorizar os riscos com o nível de gravidade;
  • Medir o tamanho e o escopo do risco;
  • Determinar os recursos apropriados para minimizar o risco;
  • Fornecer uma base racional para a melhor tomada de decisão em relação a todos os riscos;
  • Ajuda você a encontrar o risco potencial com o mínimo de esforço;
  • Estabelecer um controle de informações;
  • Ajuda a neutralizar quaisquer consequências possíveis;
  • Pela obtenção de um método simples de gerenciamento de risco.

A matriz de avaliação de risco pode ajudar a identificar riscos em um escopo amplo de uma empresa, como por exemplo no escopo dos processos de negócios e dos processos individuais.

Uma vez compreendido o que é uma Matriz de Riscos e porquê utilizá-la, fica mais fácil entender seu processo de construção. Abaixo segue uma imagem da Matriz de Riscos para contextualizarmos seus elementos e, posteriormente sua construção.

Matriz de Risco

Figura 1. Exemplo de uma Matriz de Risco

A matriz de riscos, portanto, é do que uma tabela que pondera dois aspectos: impacto e probabilidade. Logo, será por meio destes dois aspectos que será possível calcular, classificar e visualizar os riscos. Porém, antes de iniciarmos de fato o seu processo de construção, é preciso conhecer de forma mais detalhada como são definidas as grandezas de Probabilidade e Impacto.

Probabilidade

A probabilidade localiza-se no eixo vertical dessa matriz. Consiste na medida que indica a probabilidade de ocorrência de um risco. Em resumo, através dela pondera-se a facilidade ou dificuldade de determinado risco acontecer.

No entanto, essa probabilidade precisa ser traduzida em números que também podem ser convertidos em porcentagem. Logo, a classificação para as probabilidades seguem o seguinte padrão:

  • Baixíssimo: 1 a 10%
  • Baixo: 11 a 20%
  • Médio: 31 a 50%
  • Alto: 51 a 70%
  • Altíssimo: maior que 71%

Impacto

Por outro lado, o impacto localiza-se no eixo horizontal. Ele é responsável por indicar em números as consequências de um risco, no caso de ocorrência deste. No entanto, o impacto pode ser tanto positivo como negativo, como é o caso da ocorrência acarretar na perda de clientes ou mesmo no dano à equipamentos. Ele também é ponderado entre: baixíssimo, baixo, médio, alto ou altíssimo.

Uma vez definido os critérios de impacto e probabilidade, primeiramente você deve identificar e retratar os critérios que definirão a probabilidade e o impacto do risco para determinado projeto/processo, como por exemplo para a probabilidade:

  • Baixíssimo: 1 a 10%           [improvável]
  • Baixo: 11 a 20%                  [pode ocorrer uma vez em um ano]
  • Médio: 31 a 50%           [pode ocorrer duas vezes em um ano]
  • Alto: 51 a 70%            [pode ocorrer mensalmente]
  • Altíssimo: maior que 71% [pode ocorrer semanalmente]

Logo, da mesma forma deve-se fazer para o impacto:

  • Baixíssimo: consequências pouco significativas;
  • Baixo: riscos de consequências reversíveis em curto e médio prazo a custos poucos significativos;
  • Médio: riscos de consequências reversíveis em curto e médio prazo a custos baixos;
  • Alto: riscos de consequências reversíveis em curto e médio prazo a custos altos;
  • Altíssimo: Os riscos possuem consequências irreversíveis ou de custos inviáveis.

Construindo sua própria Matriz de Riscos

1º Passo: Escolha do local onde a matriz será construída

Primeiramente, deve-se escolher onde montar sua matriz de riscos. Aqui você pode usar diversos elementos como papel e caneta, softwares adequados para gestão de riscos ou planilhas eletrônicas.

2º Passo: Identificação e análise de riscos

Em segundo lugar, você deve identificar cada um dos riscos e, em seguida, realizar as análises de probabilidade e impacto para cada risco identificado. Neste caso as análises de probabilidade e impactos devem ser feitas por pessoas que entendam muito bem de cada um dos assuntos. Assim, recomendamos que a avaliação de riscos seja feita por mais de uma pessoa.

Aqui cabem algumas sugestões sobre a análise de risco. Algumas perguntas são muito importantes, como por exemplo:

– Já tivemos que lidar com esse tipo de risco antes?
– Há algum dado, fato ou documento sobre o risco? (Por exemplo, ocorrência ou indício)

Uma vez determinados a probabilidade e impacto, insira os valores na linha e coluna da matriz para classificar o risco. Por fim, de acordo com sua classificação, determine se ele deve ou não ser tratado como prioridade.

Exemplo de uso da Matriz de Riscos

Vamos supor que uma empresa de instalação de redes de computador tenha reconhecido o risco descrito abaixo em um grande cliente:

Risco 1: Perda de conexão dos computadores da empresa.

Assim, a fim de sanar este risco, o gestor da empresa de redes, o gestor da empresa afetada e o analista de manutenção se reuniram. Porém, observe que são estes os cargos que estão diretamente relacionados com a avaliação do risco em questão. Dessa forma, levantaram-se os seguintes problemas:

– Aconteceram outras duas quedas na rede da empresa nos últimos 5 meses;
– A última vez que aconteceu esta queda, houve uma demora de 1 hora o que representou queda em 5% do faturamento daquele mês;
– Além disso, registraram-se mais de 300 reclamações de clientes pela indisponibilidade de atendimentos por problemas na conexão de rede.

Assim, definiu-se que a probabilidade do risco é moderada, uma vez que aconteceu mais de uma vez no ano, porém não mensalmente. Por fim, a equipe chegou a um consenso de que o risco é muito alto, por ter consequências irreversíveis.

Resumo

A gestão de riscos é uma condição obrigatória para a concluir de forma bem-sucedida de um projeto. Pois caso os riscos não sejam devidamente identificados ou, ainda assim que identificados, porém não suficientemente avaliados, você não tem como mitigá-lo. Assim, a matriz de riscos possui exatamente essa função, ponderando as probabilidades e consequências dos riscos.  Logo, não é importante apenas que apenas você esteja o mais informado possível sobre os riscos, mas também os demais participantes do projeto.

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