O que é GAP? Aprenda sobre este conceito e suas definições

GAP
21 de junho de 2020
Última modificação: 21 de julho de 2021

Autor: Guilherme Mendes
Categorias: Análise de dados

Gap é uma palavra que importamos da língua inglesa. Logo, ela assume diferentes significados dependendo de sua utilidade e contexto. Em geral é utilizada no mercado de ações e representa um intervalo (em um gráfico) de uma região de preços, indicando que, por alguma razão, não houve negociação em determinada faixa de preços.

Os Gaps classificam-se em quatro tipos: fuga, área, continuidade e exaustão. Portanto, conhecê-los pode ajudar a tornar as operações de trade muito mais lucrativas. Vamos explicar neste artigo, qual é o significado do termo “gap”, como identificá-lo e como realizar uma análise Gap.

O que é Gap?

“Gap” é um termo importado da língua inglesa e significa vão ou brecha. A sua tradução mais usual seria “lacuna”. Traduz-se também como interrupção de algo e de seu prosseguimento. Essa segunda definição, portanto, melhor se adequa tendo em vista o conceito dentro de uma interpretação gráfica. Utiliza-se o termo também para representar um intervalo, ou seja, uma região (de um gráfico) onde não ocorre negociação de um ativo, caracterizando um gap de alta ou um gap de baixa.

A ocorrência de lacunas de preços, de fluxos, tráfico, entre muitos outros no geral é ocasionada por fatores sazonais. Esses fatores são feriados locais, períodos do ano, natal, páscoa, etc. Logo, esses fatores ocasionam diferentes tipos de lacunas de acordo com a sua influência.

Tipos de Gap

Primeiramente, antes de abordar os tipos de Gaps vale a pena lembrar que estamos nos referindo a situações gráficas, que representam por exemplo as variações de uma ação na bolsa de valores. Assim, os gaps se dividem em quatro tipos, cada um com suas particularidades:

  • Fuga ou Corte: classificado como o tipo mais importante de lacuna principalmente por sua confiabilidade, ocorre quando há rompimento de uma resistência ou suporte de uma zona de congestão (zona de baixa variação de um gráfico, onde o mesmo praticamente “anda de lado”), dando assim, forte movimento na direção do rompimento;
  • Área: conhecido pelo tipo mais frequente observado nas análises, esse gap encontra-se nas zonas de congestão e tem efeito de fechamentos rápidos, sem grandes efeitos para o trader;
  • Continuidade: é conhecido por dar continuidade à tendência observada (de baixa ou de alta), indicando continuidade de mudança nos preços;
  • Exaustão: indica o fim de uma tendência, com possibilidade de fechar-se no momento de reversão dos preços;

Este conceito associa-se às taxas de juros, mas o que significa um gap nas taxas de juros?

O que é um gap na taxa de juros?

Um hiato na taxa de juros mede a exposição de uma empresa ao risco de taxa de juros. A diferença é a distância entre ativos e passivos. Os exemplos mais comuns de diferença de taxa de juros estão no setor bancário. Um banco empresta fundos a uma taxa e empresta o dinheiro a uma taxa mais alta. Assim, a diferença, ou diferença, entre as duas taxas representa o lucro do banco.

Falando em gráficos, a palavra “GAP” representa um intervalo no gráfico, ou seja, uma mudança brusca, um salto. Em geral é fácil de ser identificado no gráfico e também bastante comum nas áreas de economia, contabilidade e no mercado de ações. Logo, para os aventureiros destas áreas, existe uma análise específica para identificar esses comportamentos em gráficos que eles chamam de análise lacunas.

Um software gráfico bastante utilizado para identificar “gaps” é o Minitab. Aproveite para adquirir gratuitamente a apostila de Minitab FM2S e aprenda um pouco sobre este software incrível.

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O que é análise de lacunas?

A análise de gaps é o processo usado pelas empresas para examinar seu desempenho atual com o desempenho desejado e esperado. Assim, utiliza-se essa análise para determinar se está atendendo às expectativas e usando seus recursos de maneira eficaz.

A análise de lacunas é o meio pelo qual uma empresa pode reconhecer seu estado atual – medindo tempo, dinheiro e mão de obra – e compará-lo ao seu estado-alvo. Ao definir e analisar essas gaps, a equipe de gerenciamento pode criar um plano de ação a fim de avançar a organização e preencher as gaps de desempenho.

Noções básicas sobre análise de gaps

Primeiramente, quando as organizações não estão fazendo o melhor uso de seus recursos, capital e tecnologia, elas podem não ser capazes de atingir todo o seu potencial. É aqui que a análise de lacunas pode ajudar.

A análise de lacunas, também chamada de análise de necessidades, assim é importante para qualquer tipo de desempenho organizacional. Assim, permite que as empresas determinem onde estão hoje e onde querem estar no futuro. As empresas podem reexaminar seus objetivos por meio da análise de lacunas para descobrir se estão no caminho certo para alcançá-los.

A análise de gaps foi amplamente utilizada na década de 1980, tipicamente em conjunto com a análise de duração. Dessa foram, considera-se mais difícil de usar e menos amplamente implementado do que a análise de duração, mas ainda pode ser usado para avaliar a exposição a uma variedade de movimentos da estrutura de termos.

No entanto, há quatro etapas na análise de gaps, terminando em um relatório de compilação que identifica áreas de melhoria e descreve um plano de ação para alcançar o aumento do desempenho da empresa.

A “lacuna” na análise de gaps é o espaço entre onde uma organização está e onde deseja estar no futuro.

As quatro etapas da análise de gaps

As quatro etapas para a análise de lacunas são a construção de metas organizacionais, o benchmarking do estado atual, a análise dos dados de lacunas e a compilação de um relatório de lacunas.

  • 1ª Etapa: A primeira etapa consiste em delinear e definir com precisão as metas ou metas organizacionais, todas as quais precisam ser específicas, mensuráveis, atingíveis, realistas e oportunas;
  • 2ª Etapa: Na segunda etapa, os dados históricos são usados ​​a fim de medir o desempenho atual da organização, no que se refere a seus objetivos descritos;
  • 3ª Etapa: na terceira etapa analisam-se os dados coletados, a fim de entender por que o desempenho medido está abaixo dos níveis desejados;
  • 4ª Etapa: na quarta e última etapa compilam-se um relatório com base nos dados quantitativos coletados e nas razões qualitativas pelas quais os dados estão abaixo do valor de referência. Assim, os itens de ação necessários para alcançar os objetivos da organização identificam-se no relatório.

Onde aplicar a análise de gaps

A análise de lacunas pode ser usada por organizações de vários graus, desde grandes corporações até pequenas empresas. Dessa maneira, não há limite para quais áreas podem se beneficiar do uso dessa estratégia; essas áreas incluem o seguinte:

Análise no gerenciamento de ativos

Em primeiro lugar, a análise de lacunas também é um método de gerenciamento de ativos e passivos. Utiliza-se para avaliar o risco de taxa de juros (TIR) ​​ou risco de liquidez, excluindo o risco de crédito. É um método simples de medição da TIR que transmite a diferença entre ativos sensíveis à taxa e passivos sensíveis à taxa durante um determinado período de tempo.

Assim, esse tipo de análise funciona bem se ativos e passivos forem compostos de fluxos de caixa fixos. Por esse motivo, uma lacuna significativa na análise de gap é que ela não pode lidar com opções, pois as opções têm fluxos de caixa incertos.

As análises em Lean Six Sigma são voltadas para a área de qualidade, porém também podem identificar gaps. Elas são amplamente abordadas no curso de Green Belt através do software Minitab, disponível na Assinatura FM2S. Outros softwares como o Power BI e o Google data Studio também ajudam a realizar essas análises. Vale a pena conferir.

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Benefícios da análise de Gaps

  • A análise de lacunas é como as organizações examinam seu desempenho atual com o desempenho desejado;
  • A análise de lacunas pode ser útil quando as empresas não estão usando todos os seus recursos, capital ou tecnologia em todo o seu potencial;
  • Ao definir a lacuna, a equipe de gerenciamento de uma empresa pode criar um plano de ação para avançar a organização e preencher as lacunas de desempenho.

No que diz respeito às metodologias Lean e Seis Sigma que tratam de controles qualitativos, a análise de lacunas pode identificar gaps em gráficos de controle e dispersão. Uma vez identificado esse gap, um plano de melhoria contínua pode ser iniciado, buscando cada vez mais reduzir o “salto” entre um produto e outro. Pra tornar mais tangível, pense por exemplo nas especificações de um produto como as tolerâncias de medidas (altura, comprimento e largura) após passar por um processo de corte.

Para entender melhor sobre esse tipo de análise, aproveite para conferir nosso curso gratuito White Belt disponível em nossa plataforma EAD.

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