Fordismo: Entenda o conceito, as características e sua história

fordismo-fm2s-blog-2020
14 de novembro de 2020
Última modificação: 14 de novembro de 2020

Autor: Guilherme Mendes
Categorias: Blog, Gestão do tempo

O Fordismo é um marco na história da evolução dos processos produtivos. O sistema, criado com o objetivo de massificar a produção industrial, capacitou diversas empresas a ampliar suas linhas de produção com menores custos e maiores ganhos em eficiência. Neste artigo, discutiremos esses e demais aspectos do sistema de Henry Ford, confira.

O que é Fordismo?

O Fordismo consiste em um sistema de produção industrial idealizado e difundido pelo empresário Henry Ford. Como fundador da Ford Motor Company, em 1914, Henry tinha o objetivo de atingir um nível produtivo em que a eficiência industrial atingisse seu ápice. Para isso, criou o método e pode comprovar  que a produção massificada, e padronizada, atingia uma capacidade de produção ímpar.

Em suma, Ford implementou uma linha de montagem que visava a padronização de todos os processos operacionais, isso foi possível através da implementação de uma série de melhorias e planejamento estratégico. No fim, a proposta de Ford atingiu seu objetivo, a produção era eficiente, acelerada, barata e padronizada, tornando-se o sistema de produção adotado em todo o mundo no século 20, com uma alta aderência entre as décadas de 20 e 70.

A origem

A prática do Fordismo teve origem, como dissemos, em 1914. Ford se apoiou nas ideias de outro visionário, Frederick Taylor, que anos antes havia desenvolvido um sistema produtivo que se baseava no tempo de movimento dos trabalhadores, o Taylorismo

Ao se apoiar nos fundamentos do Taylorismo, Ford melhorou as ideias de Taylor e as adaptou a realidade automotiva americana. Essa evolução tornou o Fordismo um símbolo da Segunda Fase da Revolução Industrial, contribuindo, por exemplo, para a expansão de mercado e crescimento das empresas que produziam bens em massa. 

Como o Fordismo funciona na prática?

Ao apropriar-se e melhorar os princípios do Taylorismo, Ford reduziu a complexidade do trabalho e eliminou desperdícios, enquanto buscava a produtividade plena e máxima. As tecnologias da época contribuíram para que o Fordismo avançasse sobre outros modelos. As esteiras rolantes, por exemplo, viabilizaram o layout ágil que as fábricas precisavam para massificar o processo produtivo.

Essa linha de montagem automatizada, foi um marco da produção fordista. Na prática, os trabalhadores ficavam parados em seus postos, reduzindo desperdícios de tempo com o movimento que outros modelos de produção adotavam. O processo então, tornou-se mais organizado e linear. O ganho de ritmo e agilidade eram facilmente percebidos. 

Para concluir, o Fordismo funciona a partir de três princípios básicos de produção – e estes princípios fundamentam as características do modelo, que apresentaremos a seguir – sendo eles: Intensificação, Produtividade e Economia. 

A ideia é que, a intensificação age na redução do tempo de produção, o que significa em um tempo de espera reduzido por parte do consumidor, por exemplo. A produtividade aborda a capacidade da mão de obra repetitiva e contínua que, consequentemente, resulta em uma padronização do processo. Por fim, a economia tem como foco a redução de insumos em estoque a um mínimo necessário, o que reduz os desperdícios e custos de produção.

As principais características do Fordismo:

O modelo fordista de produção é explicado através de quatro características principais. Confira:

Aumento da produtividade e produção massificada:

O principal fundamento do Fordismo é a alta, e ganho, de produtividade para que a produção massificada seja possível. Esse aumento se dá pela baixa necessidade de requisitos do colaborador, tornando-o “especialista” em uma atividade única.

Por um lado, isso acelerou as linhas produtivas como um todo. Por outro, a falta de requisitos e qualificação condenava o futuro do profissional, que conhecia apenas uma função e não compreendia o processo inteiro.

Estímulo ao consumo em massa:

Ford fundamentou seu sistema, não só na alta produtividade, mas também, no fomento ao consumo de massa. A ideia era que seus automóveis fossem consumidos em grandes quantias. Mas, para que isso funcionasse, o consumidor necessitava um poder de compra.

Por isso, Ford, foi um grande “defensor” do aumento salarial e concessão de crédito aos trabalhadores. Além disso, Ford foi adepto da propaganda para promover e difundir sua marca e principais modelos.

Baixas condições laborais:

O modelo fordista de produção era extremamente  repetitivo, padronizado, maçante e desgastante para os trabalhadores. Não havia uma “saúde” do espaço de trabalho, quiçá do trabalhador.

Esse cenário de condições adversas é retratado, por exemplo, em crítica, pelo ator Charles Chaplin, no clássico “Tempos Modernos”.

Pouca variedade para consumo:

A frase “O cliente pode ter o carro da cor que quiser, desde que seja preto” é um marco do Fordismo. O motivo é que a personalização de um bem, como o automóvel, era incompatível quando calculada junto da redução dos custos de produção, possibilitada pelo modelo produtivo.

Ford, então, produzia carros pretos, pois a tinta custava menos e secava mais rápido, acelerando, assim, a produção.

O declínio do Fordismo

A prática de produção fordista foi um verdadeiro sucesso, e em poucas décadas conquistou todas as indústrias estadunidenses, expandiu-se para a Europa e foi fator fundamental para recuperação de grandes polos industriais após Primeira Guerra Mundial.

Entretanto, o modelo de Henry Ford era baseado no acúmulo de grandes estoques, pois focava na produção massificada e barata. Esse acúmulo começou a impactar a economia e resultou em uma crise de superprodução.

Somado a isso, a criação de Leis Trabalhistas, a constante flutuação do petróleo e o surgimento de um novo modelo produtivo no Japão, o Toyotismo – Sistema Toyota de Produção (Toyota Production System) – foram fatores que contribuíram para que o Fordismo entrasse em declínio e, assim, desse espaço para os novos modelos de produção e empresários visionários.

Fordismo vs Toyotismo

Aqui na FM2S você encontra diversos outros blogs que nos aprofundamos sobre o Sistema Toyota de Produção, a importância da JUSE e a prática do JIT (Just in time). Mas, para que deixemos claro as principais diferenças entre esses dois modelos produtivos, criamos a tabela abaixo. Veja:

fordismoXtoyotismo fm2s blog

Continue aprendendo:

Gostou desse conteúdo? Então venha fazer parte da Assinatura FM2S. Com ela, durante um ano, você tem acesso aos materiais mais bem preparados para acelerar sua carreira, tudo isso fundamentado em conceitos sólidos, linguagem simples e conteúdo prático! Clique no banner e saiba mais:

Deixe seu comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

7 − cinco =