liderança e gestão
Carreira

08 de junho de 2022

Última atualização: 04 de dezembro de 2023

Liderança e Inteligência Emocional

Trabalhar a liderança com inteligência emocional é sinônimo de equipes muito dispostas e preparadas para atingir mais do que é esperado delas. Porém, para alcançar isso, é necessário compreender a sua relevância. A boa liderança provém do conhecimento das pessoas, e o quanto você será bom em convencê-las a atingir os objetivos propostos. 

A liderança possui como qualidades conquistar, incentivar e persuadir pessoas a pensarem de maneiras semelhantes, sabendo que o caminho ou decisão mostrada por seu líder, é para uma vantagem coletiva. Caso você seja um líder de equipe ou procure desenvolver a capacidade de administrar empresas e pessoas, portanto, você necessitará entender um pouco sobre inteligência emocional, suas vantagens e, como desenvolvê-la, pois, ela é importante para obter-se sucesso, seja no âmbito pessoal e profissional. 

O que é Liderança?

Antes de falarmos sobre trabalhar a liderança com inteligência emocional, devemos entender o que são esses conceitos individualmente, começando pela liderança. A liderança é um fenômeno complexo que envolve a habilidade de uma pessoa influenciar e guiar outros indivíduos ou grupos em direção a objetivos comuns. De maneira mais técnica, a liderança pode ser definida como o processo de direcionar e coordenar as atividades de um grupo de pessoas para atingir metas específicas.

E o que é Inteligência Emocional?

A inteligência emocional é uma habilidade que envolve o reconhecimento, compreensão e gerenciamento das próprias emoções e das emoções dos outros. De maneira técnica, a inteligência emocional pode ser definida como a capacidade de perceber, avaliar e regular as emoções, tanto em si mesmo quanto nos outros, a fim de facilitar o pensamento claro, a tomada de decisões eficaz e a gestão de relacionamentos.

Importância da inteligência emocional para liderança

A inteligência emocional é a habilidade de gerenciar os próprios sentimentos e emoções de forma adequada. Ela ajuda a determinar uma comunicação mais eficiente, que resulta em ações racionais e inteligentes. Por isso, ela é essencial para pessoas que exercem cargos de gerenciamento e liderança.  

Dessa forma, a inteligência emocional envolve-se diretamente com a qualidade das relações interpessoais no trabalho, pois possibilita reconhecer e compreender emoções através da constante autoavaliação.  Assim, conseguimos aprender a lidar com os próprios sentimentos, e o de outras pessoas. Gerenciar comportamentos e sentimentos conforme as condições, nos faz ter uma vida mais calma, longe de conflitos. 

Assim, pessoas acabam se tornando mais objetivas e seguras, logo, colaborando com a maximização dos seus resultados pessoais e profissionais.

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Por que a Inteligência Emocional é uma habilidade essencial para líderes?

Líderes que apresentam menor inteligência emocional, isto é, não entendem como controlar as emoções e usá-los ao seu favor, estão propensos a terem um comportamento passivo-agressivo ou também a gritar, assediar, e culpar os outros, quando algo sai errado. 

Normalmente, eles acabam levando os acontecimentos profissionais para o âmbito pessoal, não sendo possível, seguirem projetos e planos sem que isso gere impacto em seu ego. Assim, surge aquela imagem de chefe que qualquer funcionário odeia e não deseja por perto. Desenvolver a inteligência emocional, é importante para os líderes que tenham facilidade para incentivar a participação de seus colaboradores, e engajá-los em qualquer projeto.  

Quando quem está na liderança não consegue segurar a própria onda, reagindo inadequadamente, a tendência é que os colaboradores acabam desistindo de colaborar com ideias, já que possuem medo de receber respostas desagradáveis. Ter um ótimo tato para lidar com pessoas ao seu redor e entender como descobrir o melhor de si, o líder propiciará um espaço mais seguro, possibilitando que os membros da equipe, sintam-se mais confortáveis para expressarem opiniões e assumirem riscos calculados. 

Com esse contexto positivo, as empresas terão mais facilidade para atingir seus objetivos, transformando em um ambiente onde os colaboradores possuam prazer de estar, e reduzir conflitos internos, desligamentos e gerar no mercado uma boa reputação e uma ótima inteligência emocional. 

Erros no entendimento da Inteligência Emocional

Por ser relativamente um novo conceito, muitas pessoas ainda entendem de maneira incorreta a inteligência emocional.  Como já mencionado, essa capacidade não é relacionada somente ao controle das emoções, porém, entende como lidar com os sentimentos que vêm dos outros. Ser inteligente emocionalmente além disso, não quer dizer que uma pessoa é de ferro, que não fica abalado ou sente nada, dado que consiste em manter a calma para agir de forma racional.  

Líderes podem se estressar quando alguma coisa não sai como o planejado, porém, será que ficar furioso com os liderados é o ideal para alterar o quadro desfavorável? Se quem está no comando, conseguir procurar o melhor dentro dessa frustração, seguramente, as consequências serão mais significativas para sua inteligência emocional.

O desafio de executar uma liderança com Inteligência Emocional

Lidar com pessoas que possuem diferentes personalidades, exigirá de você maior capacidade técnica. É necessário conseguir olhar as diferenças, solucionar os problemas, estabelecer uma maneira de trabalho, onde todos possam ser reconhecidos. Neste momento, você precisa utilizar sua inteligência emocional de forma criativa, que foque em resultados, gerando um estilo de liderança empática, e se preocupando com o bem-estar individual de cada um da equipe.  

Procurando ainda incentivar as pessoas a darem o seu melhor, demonstrando a relevância que cada um tem para a meta final da empresa. Assim promove um desenvolvimento pessoal da equipe, e quebra crenças limitantes que impedem cada um de fortalecer a sua inteligência emocional. 

Inteligência Emocional: Como desenvolvê-la para liderar eficientemente

Segundo Daniel Goleman, autor que fala sobre inteligência emocional, sua formação é composta por 5 elementos principais:

  • Autoconsciência
  • Autorregulação
  • Motivação
  • Empatia
  • Habilidades sociais

Para Daniel, quanto mais um líder entender como administrar cada elemento, maior desenvolvimento terá da inteligência emocional, e sua liderança será eficiente. Veja abaixo, sobre cada um desses componentes, que líderes devem ter para uma boa conduta.

Autoconsciência

O desenvolvimento do autoconhecimento é importante, pois você apenas conseguirá obtê-lo através de uma análise de seus sentimentos e emoções, e o quanto eles podem ditar suas decisões e comportamentos. 

Autodomínio

Na inteligência emocional para possuir autodomínio, é necessário entender como conter seus padrões de comportamento e pensamentos, tendo clareza de seus pontos fortes e fracos. Dessa forma, procure maneiras de gerenciar seus impulsos, pensando positivamente, antes de tomar qualquer decisão precipitada. 

Tenha uma visão holística da situação empresarial, e quanto suas atitudes mentais estão prejudicando, para que consiga alcançar aquilo que esperam de você. Para fazer uma liderança efetiva, é necessário ter o próprio domínio, e não possuir medo de realizar o desconhecido. O líder é quem pode tomar a iniciativa e fazer tudo acontecer, como deve ser. 

Automotivação

Ficar todos os dias motivado é uma atividade diária. Você precisa ter noção daquilo que te motiva, se preparando para realizar o que for necessário e atingir seus objetivos.

Empatia

É fundamental ter na inteligência emocional um estilo de liderança empática, porém, isso deve ser feito naturalmente, e caso você não seja uma pessoa empática, esta tarefa não será tão fácil de se conseguir. Então tente notar as angústias, sentimentos, medos, preocupações e dificuldades dos seus colaboradores. 

Pergunte-se, como você gosta de ser tratado caso estivesse no lugar dele. Aproxime-se mais das pessoas, buscando conhecer mais que seus funcionários, e os enxergue como semelhantes a você, que também possuem sonhos e planos. Busque incentivá-los , demonstrando que você é uma pessoa empática, e que se importa com eles.

Construa boas relações sociais

Relações sociais bem construídas, podem te ajudar a entender os sentimentos de outras pessoas, possibilitando que esteja à vontade, para ajudá-las naquilo que elas precisam. Além de um aprendizado maior, trocar experiências, nos torna pessoas mais experientes e sábias.

Se você, como líder, sente que precisa desenvolver sua liderança emocional, a FM2S possui um treinamento perfeito para líderes que querem se desenvolver e se tornar referência, acesse!

Como a Inteligência Emocional impacta na tomada de decisões de um Líder?

Quando se fala na tomada de decisões, a inteligência emocional funciona como uma fundação sobre a qual escolhas são ponderadas e alinhadas aos objetivos organizacionais, ou seja, ter o domínio de sua inteligência emocional pode ser a diferença entre uma péssima e uma ótima escolha a ser tomada.

Um líder que compreende suas próprias emoções está mais apto a tomar decisões que reflitam uma visão consistente e estratégica. Esse nível de consciência emocional proporciona a clareza necessária para avaliar as implicações de cada escolha.

O autocontrole emocional, por sua vez, é uma habilidade inestimável na condução de decisões estratégicas. A capacidade de manter a calma sob pressão, evitar reações impulsivas e adotar uma abordagem ponderada diante de desafios é um atributo crucial para líderes que almejam o sucesso a longo prazo. A resiliência emocional, intrinsecamente ligada ao autocontrole, permite que líderes enfrentem adversidades com determinação, mantendo o foco nas metas estabelecidas.

A motivação, como componente da inteligência emocional, transcende a simples busca por recompensas imediatas. Líderes motivados intrinsecamente possuem uma visão de longo prazo, influenciando positivamente suas decisões estratégicas. A motivação constante impulsiona a superação de obstáculos, consolidando decisões que não apenas atendem às demandas do presente, mas também alinham-se com os objetivos organizacionais de maneira duradoura.

A empatia, característica muitas vezes subestimada, emerge como uma peça-chave na engrenagem da tomada de decisões. Líderes empáticos compreendem as emoções de seus colaboradores, promovendo um ambiente de trabalho saudável e estimulando a colaboração. A consideração pelas perspectivas alheias informa as decisões de forma abrangente, minimizando o impacto negativo sobre a equipe e fortalecendo os laços interpessoais.

As habilidades sociais, por fim, tornam-se cruciais na articulação e implementação de decisões. A comunicação efetiva, aliada à capacidade de influenciar positivamente, é uma extensão direta da inteligência emocional. Líderes com habilidades sociais apuradas conseguem transmitir suas decisões de maneira clara e persuasiva, garantindo a compreensão e adesão de suas equipes.

Em um mundo movido por mudanças rápidas e complexas, a liderança eficaz não é apenas uma questão de estratégia e habilidades técnicas, mas também de inteligência emocional. Líderes que abraçam e desenvolvem essa competência não apenas gerenciam equipes, mas as inspiram, orientam e as impulsionam em direção ao sucesso sustentável.

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Augusto Fontoura

Augusto Fontoura

Estudante de Engenharia de materiais na UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa), atua no setor de marketing da FM2S