Análise de Causa Raiz (RCA): As ferramentas mais utilizadas

Análise de Causa Raiz
13 de abril de 2021
Última modificação: 30 de julho de 2021

Autor: Guilherme Mendes
Categorias: Análise de dados, Ferramentas da Qualidade, Melhoria de Processos, Seis Sigma

Você sabe o que é Análise de Causa Raiz (RCA)?

A Análise de Causa Raiz, também conhecida como RCA, em resumo consiste em uma ampla gama de abordagens, ferramentas e técnicas usadas para descobrir não-conformidades que devem ser eliminadas permanentemente por meio da melhoria de processos. Em resumo, essa técnica pressupõe eficiência e eficácia na prevenção e resolução sistemática dos problemas subjacentes. Entre as ferramentas mais utilizadas para análise de causa raiz estão o Diagrama de Ishikawa, o Diagrama de Pareto e o método dos 5 Porquês. Neste artigo você confere o que é a análise de causa raiz além de um pouco mais sobre as principais ferramentas para realizá-la.

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O que é a Análise de Causa Raiz (RCA)?

A Análise de Causa Raiz (RCA) consiste em uma expressão que envolve uma série de métodos de solução de problemas usados ​​para encontrar a causa real de um problema de não conformidade ou qualidade. Assim, a análise da causa raiz é, portanto, o processo de definição, compreensão e solução de um problema.

A causa raiz, portanto, é a causa real de um problema específico ou conjunto de problemas e, quando essa causa é removida ou solucionada, evita que o efeito indesejado ocorra. Trata-se, portanto de um método reativo e não preventivo, pois só será utilizado mediante a ocorrência de um problema.

Esse método se originou do gerenciamento da qualidade total (TQM), logo ele é parte integrante da melhoria contínua. Se consolidou com um dos principais blocos de construção nos esforços de gestão de processos e gestão da qualidade nas empresas.

Abordagem para Análise de Causa Raiz

Na prática, o processo de Análise de Causa Raiz passa pelas seguintes etapas:

  • Definição do Problema: primeiramente, identifica-se e define-se o problema;
  • Levantamento das possíveis causas: em segundo lugar realiza-se o levantamento das possíveis causas para o problema em questão;
  • Classificação das possíveis causas em causas reais: nesta etapa, deve-se classificar quais das causas elencadas anteriormente são potencialmente reais para o problema;
  • Identificação das possíveis soluções: em seguida, inicia-se o levantamento das possíveis soluções para o problema;
  • Escolha e implementação da solução: dentre as soluções elencadas no item anterior, escolhe-se uma, geralmente a mais adequada para implementação;
  • Análise de resultados: por fim, analisa-se os resultados a fim de definir se a solução implementada resolveu de fato o problema.

Exemplo – Análise de Causa Raiz

A fim de entender melhor esse processo de análise vamos pensar na seguinte situação: você acorda para ir trabalhar e ao acionar a partida o carro não liga. Dessa forma, utilizando a abordagem acima, teríamos:

  • Definição do problema: o carro não funciona;
  • Levantamento das Possíveis Causa: bateria descarregada, falta de combustível, motor de partida;
  • Classificação das possíveis causa em causas reais: a bateria não está descarregada, pois as luzes do painel e farol se acendem. Da mesma forma, o tanque de combustível está cheio, logo o problema é o motor de partida;
  • Identificação das possíveis soluções para o problema: consertar o problema do motor de partida ou trocá-lo;
  • Escolha e implementação da solução: como o concerto sairá mais da metade do valor de um motor de partida novo, opta-se por trocar a peça;
  • Análise de resultados: o carro voltou a funcionar, logo a solução proposta resolveu o problema.

Legal, não é mesmo? Agora imagine se existissem ferramentas que fizessem todo esse processo de uma forma mais clara, simples e interativa do que realizar essa lista que fizemos acima. Pois bem, vamos te apresentar agora as 3 principais ferramentas de análise de causa raiz para você aplicá-las no seu dia a dia. Vamos conferir?

1 – Diagrama de Ishikawa

Também conhecido como diagrama de causa e efeito, diagramas espinha de peixe, fishbone diagram, diagrama de fishikawa ou diagrama de enumeração de causa, o Diagrama de Ishikawa é uma ferramenta da qualidade que identifica muitas causas possíveis para um efeito ou problema. Ele ajuda os gerentes a rastrear as razões de imperfeições, variações, defeitos ou falhas. Por outro lado, utiliza-se esse diagrama também para estruturar uma sessão de brainstorming.

Planilha de Diagrama de Ishikawa FM2S

O diagrama se parece com o esqueleto de um peixe onde o problema principal se localiza em sua cabeça. Por exemplo, no caso de um carro onde frequentemente precisamos abastecê-lo, o problema principal é o alto consumo de combustível e é este problema que se coloca no lugar da cabeça do peixe.

As causas do problema, no entanto, se concentram nas ramificações das espinhas e dividem-se entre macro causas e micro causas. As macro causas, também chamadas de causas maiores, são as que podem ainda dividirem-se em pequenas outras. Seguindo o exemplo do alto consumo de combustível, uma das macro causas pode estar relacionada com o material, desdobrando o tipo de combustível como uma micro causa.

A fim de definir as macro causas, há uma técnica que é chamada 6M:

  • Máquina;
  • Material;
  • Mão-de-obra;
  • Medição;
  • Meio-ambiente;
  • Método.

Uma vez definidas as macro causa, elas se subdividem em causas menores. Depois que identificar todas as causas subjacentes, os gerentes podem começar a procurar soluções para garantir que o problema não se torne recorrente.

Na vídeo aula do curso de Green Belt FM2S abaixo, o professor Dr. Murilo F. M. S. explica um passo a passo de como funciona o diagrama de Ishikawa.

Se deseja saber mais sobre o Diagrama de Ishikawa, confira o curso da FM2S Diagrama de Ishikawa e Análise de Causa e Efeito.

2- Diagrama de Pareto

O Gráfico de Pareto, também chamado de “diagrama de Pareto”, é uma das 7 ferramentas básicas da qualidade que visa focalizar os esforços de melhoria. Nesta ferramenta, representam-se as frequências de cada causa de forma semelhante a um histograma, porém em ordem decrescente por barras e o total acumulado é representado por uma linha.

Por exemplo, um Gráfico de Pareto pode ser visualizado em uma equipe trabalhando no desempenho de entrega de seus fornecedores. Assim, ao descobrir que os próprios fornecedores necessitavam fazer mudanças em seus sistemas para melhorar a entrega dentro do prazo, perceberam que seria necessário treinar cada um deles. No entanto, como contavam com 4.000 fornecedores, isso parecia uma tarefa impossível.

Para realizar a tarefa considerada a princípio impossível, a equipe focalizou seus esforços de melhoria nas poucas causas significativas. Ao invés de pensar a respeito de 4.000 fornecedores, cada agente de compras trabalhou com poucos fornecedores, porém os mais significativos a cada mês, assim o desempenho de entrega no horário se estabeleceu como parte desse esforço focalizado.

Essa análise de Pareto baseia-se em um ponto de vista de “cliente”, ou seja: quantas vezes o cliente sofreu inconveniências devido a uma entrega atrasada? (Observe que, do ponto de vista de um fornecedor, a porcentagem de entregas no horário seria uma medida mais apropriada).

Se deseja aprender mais sobre o Diagrama de Pareto, confira também:

3 – Os 5 Porquês

Os cinco porquês é um método de explorar relações de causa e efeito. Assim, utiliza-se essa técnica como parte de uma análise de causa raiz para descobrir formas de evitar incidentes futuros. Logo, quando aplicado a quase-acidentes recentes, ele pode ajudar a impedir que eventos futuros se transformem em desastres completos.

A técnica dos cinco porquês, portanto, ajuda pesquisadores e analistas a determinar a causa raiz de um problema perguntando repetidamente: “Por quê?” Os pesquisadores são alertados a usar a dedução para se concentrar nos processos e não no comportamento, para evitar conclusões precipitadas e para se concentrar nas causas, não sintomas.

Um exemplo da técnica dos 5 porquês em ação:

1- Por que a máquina parou? (Houve uma sobrecarga e o fusível explodiu);

2- Por que houve uma sobrecarga? (O rolamento não foi suficientemente lubrificado);

3- Por que não foi lubrificado o suficiente? (A bomba de lubrificação não estava bombeando o suficiente);

4- Por que não bombeou o suficiente? (O eixo da bomba estava gasto e chocalhando);

5- Por que o cano estava desgastado? (Não havia nenhum filtro ligado e sucata de metal entrou).

Se deseja saber mais sobre a técnica dos cinco porquês, confira também:

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