Gestão da Qualidade: Você sabe quais são os princípios?

gestão da qualidade
17 de agosto de 2018
Última modificação: 17 de agosto de 2018

Autor: Virgilio F. M. dos Santos
Categorias: Seis Sigma

Você sabe o que é Gestão da Qualidade?

A gestão da qualidade é o ato de supervisionar todas as atividades e tarefas necessárias para manter o nível desejado de excelência. Isso inclui a determinação de uma política de qualidade, criação e implementação de planejamento e garantia de qualidade, controle de qualidade e melhoria da qualidade. Também é referido como gerenciamento de qualidade total (TQM).

Em geral, a gestão da qualidade se concentra em metas de longo prazo através da implementação de iniciativas de curto prazo.

Os 8 Princípios de Gestão da Qualidade são os fundamentos em que a certificação ISO 9001 é construída, desenvolvida pela ISO / TC 176, uma organização internacional responsável por manter os padrões de gestão de qualidade da ISO. Para organizações que buscam melhorar seu desempenho, esses princípios guiarão seu programa de gerenciamento de qualidade na direção certa.

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QUEBRANDO “Gestão da Qualidade”

Em sua essência, a gestão da qualidade (TQM) é uma filosofia de negócios que defende a ideia de que o sucesso a longo prazo de uma empresa vem da satisfação do cliente. O TQM exige que todos os interessados ​​em um negócio trabalhem juntos para melhorar processos, produtos, serviços e a cultura da própria empresa.

As origens da Gestão da Qualidade

Enquanto o TQM parece ser um processo intuitivo, surgiu como uma ideia revolucionária. A década de 1920 assistiu ao aumento da confiança nas estatísticas e na teoria estatística nos negócios, e a primeira carta de controle já conhecida foi feita em 1924. As pessoas começaram a construir teorias de estatística e acabaram criando coletivamente o método de controle estatístico de processos (SPC). No entanto, não foi implementado com sucesso em um ambiente de negócios até a década de 1950.

Foi nessa época que o Japão enfrentou um ambiente econômico industrial severo. Seus cidadãos eram considerados analfabetos, e seus produtos eram conhecidos por serem de baixa qualidade. Os principais negócios no Japão viram essas deficiências e procuraram fazer uma mudança. Baseando-se em pioneiros no pensamento estatístico, empresas como a Toyota integraram a ideia de gestão de qualidade e controle de qualidade em seus processos de produção.

No final dos anos 60, o Japão inverteu completamente a sua narrativa e tornou-se conhecido como um dos países exportadores mais eficientes, com alguns dos produtos mais admirados. A gestão eficaz da qualidade resultou em melhores produtos que poderiam ser produzidos a um preço mais barato.

Um exemplo de gerenciamento de qualidade

O exemplo mais famoso do TQM é a implementação do sistema Kanban pela Toyota. Um Kanban é um sinal físico que cria uma reação em cadeia, resultando em uma ação específica. A Toyota usou essa ideia para implementar seu processo de inventário just-in-time (JIT). Para tornar sua linha de montagem mais eficiente, a empresa decidiu manter estoque suficiente disponível para atender aos pedidos dos clientes conforme eles eram gerados.

Portanto, todas as partes da linha de montagem da Toyota recebem um cartão físico com um número de inventário associado. Logo antes de uma peça ser instalada em um carro, a placa é removida e movida para cima da cadeia de suprimento, efetivamente solicitando outra da mesma peça. Isso permite que a empresa mantenha seu estoque enxuto e não sobrecarregue os ativos desnecessários.

Princípios da Gestão da Qualidade

PRINCÍPIO 1: FOCO NO CLIENTE

Como seria de esperar, o foco no cliente é o primeiro princípio, exatamente onde deveria estar. Abrange as necessidades do cliente e o atendimento ao cliente. Este princípio enfatiza que uma empresa deve entender seus clientes, o que eles precisam e quando. Ao tentar atender, mas de preferência, exceder as expectativas dos clientes. À medida que a capacidade da empresa de identificar novas oportunidades de clientes e satisfazê-las melhora – o aumento da fidelidade do cliente, o aumento de receita e o desperdício são reduzidos. Processos mais eficazes resultam em melhor satisfação geral do cliente.

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PRINCÍPIO 2: LIDERANÇA

Sem uma liderança clara e forte, um negócio fracassa. Princípio 2, está preocupado com a direção da organização. A empresa deve ter metas e objetivos claros e garantir que seus funcionários estejam ativamente envolvidos no alcance dessas metas. Os benefícios são níveis mais altos de envolvimento dos funcionários e maior motivação para satisfazer as necessidades dos clientes. A pesquisa mostra que, se os funcionários são mantidos no circuito e entendem a visão de negócios, eles serão mais produtivos. Este princípio procura corrigir reclamações de funcionários sobre ‘falta de comunicação’.

PRINCÍPIO 3: ENVOLVIMENTO DE PESSOAS

Uma organização não é nada sem o seu pessoal, quer trabalhem a tempo parcial, a tempo inteiro, em casa ou freelancer. Funcionários capacitados e engajados que se destacam em seu trabalho são, em última instância, a chave para o sucesso dos negócios. Quando as pessoas se sentem valorizadas, elas trabalham com o seu potencial máximo e contribuem com ideias – motivação e inovação aumentam. O Princípio 3 enfatiza a importância de incentivar os funcionários a se apropriarem.

PRINCÍPIO 4: ABORDAGEM DE PROCESSO

A abordagem do processo é toda sobre eficiência e eficácia. Processos bem gerenciados reduzem custos, melhoram a consistência, eliminam o desperdício e promovem a melhoria contínua.

Ao se tornar uma organização mais eficiente, você criará confiança em seus acionistas, otimizando o desempenho. Gerencie os processos deixando as responsabilidades claras e garantindo que seus recursos sejam usados ​​da melhor maneira.

PRINCÍPIO 5: ABORDAGEM SISTEMÁTICA DA GESTÃO

ISO define este princípio como:

“IDENTIFICAR, COMPREENDER E GERENCIAR PROCESSOS INTER-RELACIONADOS COMO UM SISTEMA CONTRIBUI PARA A EFICÁCIA E A EFICIÊNCIA DA ORGANIZAÇÃO EM ALCANÇAR SEUS OBJETIVOS.”

Uma empresa concentra seus esforços nos processos principais, além de alinhar processos complementares para obter melhor eficiência. Isso significa que vários processos são gerenciados juntos como um sistema, o que deve levar a uma maior eficiência.

PRINCÍPIO 6: MELHORIA CONTÍNUA

Esse princípio é muito simples: a melhoria contínua deve ser um objetivo comercial ativo. Os benefícios disso são claros: maior capacidade de abraçar novas oportunidades, flexibilidade organizacional e melhor desempenho. Especialmente em tempos econômicos difíceis, os negócios que prosperam são aqueles que podem se adaptar a novas situações de mercado.

PRINCÍPIO 7: ABORDAGEM FACTUAL PARA A TOMADA DE DECISÕES

Uma abordagem lógica, baseada em dados e análises, é um bom senso comercial. Infelizmente, em um ambiente de trabalho acelerado, as decisões muitas vezes podem ser feitas precipitadamente, sem o pensamento apropriado. A implementação dos Princípios de Gestão da Qualidade que discutimos permitirá que as decisões sejam tomadas com clareza. Decisões informadas levam a uma melhor compreensão do mercado à medida que os dados são coletados e analisados, e a capacidade de defender decisões passadas.

PRINCÍPIO 8: RELAÇÕES MUTUAMENTE BENÉFICAS COM FORNECEDORES

Este princípio lida com cadeias de suprimentos. Promove o relacionamento entre a empresa e seus fornecedores; reconhecendo que é interdependente. Um relacionamento forte aumenta a produtividade e estimula práticas de trabalho contínuas. O resultado é a otimização de custos e recursos, melhorando e construindo relacionamentos de longo prazo e a “flexibilidade de respostas conjuntas à mudança de mercado ou às necessidades e expectativas dos clientes”.

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