Marketing de Conteúdo: como isto alavanca suas vendas?

Marketing de Conteúdo
15 de junho de 2015
Última modificação: 15 de junho de 2015

Autor: Virgilio F. M. dos Santos
Categorias: Blog

O que é marketing de conteúdo?

Marketing de conteúdo: hoje conversei com uma de nossas leitoras. Conversávamos sobre os artigos de networking e marketing pessoal. Depois de alguns minutos de conversa, a leitora me fez uma interessante provocação. Ela disse: “Aos 20, para sermos contratados, devemos falar das coisas que sonhamos fazer. Dos 20 aos 30, falar das coisas que fizemos e, depois dos 30, falar das pessoas que nos conhecem”.

Se depois dos 30, você não tiver referência, estará em maus lençóis. Provocação: como criar referências e cuidar do seu marketing pessoal de conteúdo se você estiver trabalhando em uma grande empresa, em que falar sobre seus projetos com fatos reais geralmente não é permitido?

Provocação feita, cheguei em minha casa e comecei a digeri-la. Como alguém que trabalha em uma grande empresa pode investir em marketing de conteúdo? Vamos a algumas alternativas que você pode aprender por meio das Certificações Six Sigma Green Belt e Black Belt da FM2S.

Como aprender sobre Marketing de conteúdo?

A primeira alternativa é fazer um treinamento. Quando você frequenta um curso de Green Belt ou Gestão de Projetos como os da FM2S você invariavelmente investe no marketing de conteúdo. Digo isto, pois nossa escola abre espaços, seja vídeos, textos, apresentações ou pequenos encontros para que todos os alunos se encontrem e troquem experiências. Ao trocar experiências, você faz marketing de conteúdo já que revela para várias pessoas alguns de seus projetos e aprendizados mais interessantes.

A segunda alternativa é participar de eventos. Há vários eventos interessantes, tanto aqueles promovidos por grupos de empresas como aqueles promovidos por escolas de negócios como nós. A ideia que impera nestes eventos é o compartilhamento. Vá a um evento de Green Belt e você terá a oportunidade de mostrar como você entende do assunto, seja contando sobre algum projeto, seja dando um minicurso de Planejamento de Experimentos (DOE).

A terceira é a utilização das redes sociais. Aqui você pode utilizar do Slideshare ao Linkedin, passando por Facebook, Twitter e demais. No Linkedin você pode submeter a sua apresentação do Green Belt via slideshare nos grupos dedicados aos assuntos que têm interesse. Além disto, você pode listar todos os projetos que participou e quais resultados obteve, sempre conectando as pessoas que participaram com você. Sempre que realizamos projetos na FM2S costumamos fazer isto. Dentro de uma breve descrição do projeto, colocamos todos da empresa que participaram. Acreditamos que o sucesso é resultado do esforço conjunto e por isso todos merecem aparecer.

Como gerar seu marketing de conteúdo?

Por último, mas não menos importante, estão os vídeos para o Yotube. Faça um pequeno vídeo de 3 minutos em que você conta aos seus telespectadores sobre um projeto ou sobre um desafio que enfrentou. Além do marketing de conteúdo, você fará várias pessoas mais sábias, pois estas terão acesso a sua experiência compartilhada.

Listadas as categorias, você conseguirá investir no canal de marketing que for mais adequado e interessante. Com elas, terá a oportunidade de gerar conteúdo mesmo que no horário normal trabalhe em uma grande empresa. Não pode contar nada sobre seu projeto? Conte sobre o método aplicado. Contar o método protege a empresa e ajuda demais a quem assiste. Para fazermos um mundo corporativo melhor, temos que compartilhar nossos métodos, experiências e histórias.

Qual é o tipo de problema no Marketing de Conteúdo?

Prática e Teoria: ao longo de toda nossa vida escolar nós somos treinados para resolver problemas. Aprendemos diversas maneiras de abordá-los utilizando diferentes técnicas de variados livros com distintos professores. Começamos no jardim da infância e vamos até a pós-graduação quase que na mesma toada: aulas, livros, listas de exercícios, provas e nossa única meta é acertar o que nos é perguntado. Fazemos somente exercícios que em sua grande maioria admitem apenas uma resposta certa que deve ser obtida aplicando uma determinada técnica. Somos treinados durante toda a vida escolar para resolvermos problemas do tipo: 5 + 3 = 8.

marketing de conteúdo

Porém, quando saímos dos bancos escolares ou da faculdade nos deparamos com outra demanda. Os problemas reais não são do tipo 5 + 3 = 8. Eles não têm gabarito ou admitem apenas uma resposta certa. Os problemas reais são do tipo X + Y = 8, admitindo infinitas soluções para um mesmo resultado e a sua tarefa é escolher entre as infinitas possibilidades a mais adequada à condição que sua empresa e mercado se encontram. E nesta hora, nos deparamos com a seguinte dúvida: como fazer isto?

Como é o marketing de conteúdo na prática?

Logo que saímos, tentamos aplicar algumas técnicas aprendidas para resolver estes problemas, mas por não acharmos nenhum gabarito, acabamos nos sentindo inseguros e estressados. E como fazer então? A resposta para isto vem de algumas técnicas que lidam com criatividade e tomada de decisão. Para escolhermos uma resposta devemos começar listando várias. Para isto, utilizamos diversas técnicas já comentadas, como os conceitos de mudança ou as ferramentas de criatividade do De Bono, por exemplo.

Depois, analisamos cada uma das ideias listadas por meio de critérios pré-definidos que podem ou não, terem pesos diferentes. Priorizada as mudanças, começamos a testar em pequena escala as mais promissoras, para ganharmos mais convicção de que tais mudanças podem satisfazer as nossas exigências.

Feitos os testes, ganhamos mais segurança de que temos uma boa solução para o problema colocado, que pode não ser a melhor, mas que é a melhor que temos naquele momento. Claro que a insegurança da mudança pode nunca ser reduzida a zero, mas um processo como este acelera muito seu desenvolvimento e sua implementação.

Quais são os KPIs de Marketing de Conteúdo?

Com a mudança feita, coletamos os dados que alimentarão nossos KPIs de interesse, os quais vão nos guiar sobre o que ainda precisa ser feito para afinar ainda mais o produto ou serviço que está no mercado. Com isso, conseguimos entender a percepção do cliente sobre nossa solução e iniciar um novo ciclo de mudanças que visa melhorá-lo ainda mais, por meio de uma nova solução, entre as infinitas possíveis, que vá satisfazer nossos clientes. Desta forma, conseguimos responder as perguntas da vida real, que nos remetem a equações do tipo X + Y = 8. Com uma boa formação em testes, provenientes de um curso de Green Belt ou Black Belt, X e o Y saem com muito menos sofrimento e estresse.

Como o Google Trends te ajuda no Marketing de Conteúdo?

Google Trends (http://www.google.com.br/trends/explore). Esta ferramenta mostra a evolução do número de buscas no Google de determinadas palavras chave. Além de divertido, isto nos permite estimarmos quais assuntos estão ganhando relevância e quais não. Desta forma, podemos tomar ações para o lançamento de novos produtos e serviços, ou seja, para alimentarmos nosso marketing de conteúdo.

Mas dá para utilizar, segundo Nate Silver, esta ferramenta para predizer eventos. Segundo ele, por meio do acompanhamento do número de buscas pelo termo “seguro desemprego” é possível predizer o índice dos próximos meses. A teoria por trás é: se eu sei que haverá um corte na minha empresa, já começo a me preparar para ele e, a primeira coisa que eu farei é buscar no Google como faz conseguir o seguro. Será que isto tem a ver? Vamos comparar a taxa de desemprego com o indicado do Google? Vamos lá.

Google Trends

Figura 1: Gráfico de tendência entre as buscas pela palavra chave “Seguro Desemprego” e a taxa de desemprego.

Google Trends

Figura 2: Gráfico de dispersão entre as buscas pela palavra chave “Seguro Desemprego” e a taxa de desemprego.

Como utilizar o Google Trends?

Pelos gráficos da figura 1 e da figura 2, não é possível verificar correlação entre estas variáveis, não para o período estudado. Uma hipótese para isto pode ser o baixo número de usuários do Google e da rede antes de 2010.  Mas pelo gráfico da figura 1, dá para ver que os dois gráficos andam juntos depois do início da crise, em dezembro de 2008. Como esta ferramenta só é boa quando tem bastante gente acessando, podemos fazer um teste: cortar os dados anteriores a 2009 e verificar se a coisa melhora. Fizemos isto nas figuras 3 e 4.

Google Trends

Figura 3: Gráfico de tendência entre as buscas pela palavra chave “Seguro Desemprego” e a taxa de desemprego após 2009.

Google Trends

Figura 4: Gráfico de dispersão entre as buscas pela palavra chave “Seguro Desemprego” e a taxa de desemprego após 2009.

E agora, o que vocês pensam dos gráficos da figura 3 e 4? Será que o Google Trends é uma boa ferramenta para predizer o comportamento da taxa de desemprego? Se o Trends for uma boa ferramenta para predizer a taxa de desemprego, você conseguirá, antes do IBGE, ter um bom palpite sobre o índice e quem sabe, fazer uma apostinha naquelas ações que se beneficiaram com uma boa ou má notícia sobre o índice. Querem mais alguma análise? Eu fiz outras, mas não vou colocar. Espero comentários. Para aprender estas e muitas outras análises, sugerimos o Black Belt e Green Belt FM2S.

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