Gestão de Risco ISO 31000: o que é essa norma internacional?

gestão de risco
03 de janeiro de 2022
Última modificação: 30 de dezembro de 2021

Autor: Carolina Firmino
Categorias: Melhoria de Processos

A Norma Internacional da Gestão de Risco ISO 31000 é responsável por estabelecer as diretrizes para conduzir esse processo em uma organização empresarial. Assim, o texto dessa norma busca definir as boas práticas que regem o setor e orientam a maneira correta e mais assertiva de realizar o gerenciamento de ameaças. 

É importante destacar que suas recomendações gerais são adaptáveis a tipos diferentes de negócio, o que faz da norma de gestão de risco ISO 31000 uma resolução versátil. Ou seja, cada empresa determina o que será feito para lidar com os ricos daquele segmento, respeitando suas particularidades.

No entanto, apesar da autonomia que a norma proporciona, é indispensável a prestação de contas, além do treinamento constante de funcionários para se ambientarem às propostas de ação. Para compreender melhor como funciona a Norma Internacional da Gestão de Risco ISO 31000, preparamos algumas explicações nos tópicos a seguir. 

Boa leitura!

O que é a ISO 31000 (Norma Internacional da Gestão de Risco)?

A ISO 31000 tem como principal objetivo oferecer diretrizes de gestão de risco que podem ser personalizadas e adaptadas para qualquer contexto ou organização. No Brasil, o texto foi elaborado pela Comissão de Estudo Especial de Gestão de Riscos (ABNT/CEE-063). Em um trabalho de imersão, debate e compromisso com a eficiência realizado por sessenta e nove profissionais de áreas diversas. 

Entre as diferenças da gestão de risco ISO 31000 para outras normas da International Organization for Standardization (ISO) está a concisão do texto. É por esses e outros motivos que ele se destaca, já que propõe uma compreensão rápida e mais prática na tentativa de auxiliar as empresas em seu planejamento e na sua tomada de decisões. 

Na ISO 31000, os riscos são denominados como “efeitos da incerteza sobre objetivos”, uma definição ampla que facilita a adaptação deste texto para a sua realidade. Na aplicação dos princípios fundamentais da norma. É possível ainda estabelecer uma base sólida de crescimento, mas principalmente, de execução das tarefas.

Quais os benefícios dessa gestão de risco?

Ainda que todas as empresas – como pública ou privada – atuem com o gerenciamento de risco, guiar-se por uma norma internacional propõe critérios melhor definidos e mais funcionais, além de ampliar o reconhecimento da organização. Além deste, é possível listar outros benefícios:

1- Constrói confiança

Essa confiança é estabelecida entre as partes envolvidas na utilização de técnicas de risco. Ou seja, a empresa que presta o serviço e quem contrata consegue alinhar juntas as expectativas quanto à eficiência. Sabendo que existem diretrizes internacionais para serem seguidas.

2-  Melhora a eficiência operacional

Este benefício é consequência do anterior, já que há uma preocupação em seguir as ações propostas para gestão de risco ISO 31000. Os funcionários ficam mais proativos e seguros de que o seu trabalho está seguindo um caminho consolidado.

3- Minimiza perdas

Ao aplicar controles de sistema de gestão de risco e estabelecer a análise desses resultados, as equipes conseguem prever com antecedência o que pode dar errado e evitar que perdas aconteçam, evitando prejuízos e usos incorretos do tempo. (na produção, por exemplo)

4- Aumenta o desempenho da gestão

Com uma base sólida para a tomada de decisão, uma governança alinhada em seus propósitos e cada vez mais certezas na hora de agir, o desempenho do grupo, de maneira geral, melhora. Da ponta da hierarquia até o final, direcionam-se todos a um objetivo em comum, o que melhora o desempenho.

5- Coloca mudança e crescimento no mesmo patamar

Não é fácil fazer um negócio crescer enquanto mudanças acontecem o tempo todo. No entanto, ao investir em uma gestão de risco ISO 31000, ambos os propósitos podem caminhar juntos. Afinal, o medo de colocar ideias em prática e promover transformações passa a ser incluído nesse gerenciamento, fazendo com que o medo diminua. 

Quando implementar a gestão de riscos baseada na ISO 31000?

Não há um momento “certo” para que essa implementação ocorra. O ideal é fazer o exercício de olhar para a empresa e avaliar: o que está dando errado, onde estou perdendo, como posso melhorar os processos?. A Norma Internacional da Gestão de Riscos ISO 31000 chega para responder a essas perguntas e elevar o nível de governança, a fim de combater os riscos operacionais. 

No geral, incluir a norma na rotina de uma organização é uma tarefa que exige dedicação, por isso, aproveite momentos em que o foco estará destinado a adequações e alterações de metas, por exemplo. Isso pode ajudar a vislumbrar com mais clareza o futuro do seu negócio. 

Quais as etapas do gerenciamento de risco?

Os processos que permeiam a gestão de risco seguem a seguinte estrutura:

1- Avaliação do contexto corporativo, desenho do escopo da gestão de risco e definição de critérios e objetivos por meio de análise.

2-Identificação dos riscos a partir de questionamentos sobre o que pode dar errado, como, em que momento, por que etc.

3- Criação de uma matriz de gestão de riscos, que vai determinar consequências, nível de impacto e probabilidade de eles acontecerem.

5- Definição de prioridades entre os riscos apontados considerando a projeção da análise feita partindo da matriz.

6- Solução a partir da gestão de risco ISO 31000, identificando alternativas, analisando a viabilidade e preparando planos. 

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