de estagiária a sócia
Carreira

16 de dezembro de 2022

Última atualização: 03 de janeiro de 2023

De estagiária a sócia: Papo carreira com Raquel Monteiro

Raquel Marques Monteiro faz parte da equipe FM2S e hoje é gerente de vendas e finanças. Ela já passou por todo processo até chegar onde está hoje, é engenheira de alimentos pela UNICAMP, começou na FM2S como estagiária em 2018, passou a ser trainee, se tornou coordenadora comercial, depois gerente de processos até chegar onde está hoje.


Hoje ela vai contar um pouco de como foi essa caminhada passando de estagiária a sócia, com a certeza que essa conversa vai servir de inspiração para muitas pessoas.


Começando falando do seu início de carreira, por que você escolheu engenharia de alimentos?


Eu sempre fui uma pessoa muito eclética, então na época de escola fiz técnico em química, fiz estágio de microbiologia em laboratório bem ligado a pesquisa mesmo, quando eu fui escolher a faculdade, eu fiquei, gente, que que eu faço, gosto de tudo um pouco.


E aí, eu gostava muito de exatas, eu gostava de biológicas, enfim, acabei indo para engenharia de alimentos por ser uma faculdade já que abrangia bastante isso e acabava que a engenharia me dava um leque bem grande para se eu quisesse buscar outras áreas mais relacionadas à gestão. Durante a faculdade eu tive várias experiências como, grupos estudantis.


Então, é uma dica que eu sempre dava para os calouros, que entravam era, participarem de grupo estudantis, atividade extra extracurriculares. Porque isso ajuda bastante a você ir se identificando, que que você gosta, o que que não gosta. Eu achava que eu gostava de laboratório quando eu entrei. Fiz estágio de laboratório, depois percebi que não.


Eu gostava muito de comunicação, da parte de gestão, estruturação, lógica, enfim. E aí ao longo da faculdade eu fui  encaminhando pra isso.


Quando eu ouvi falar da FM2S, estavam divulgando o estágio que e eu ainda não conhecia a empresa, vi que era na área comercial, que era uma área que me interessava, era de comunicação e era uma empresa pequena, uma startup e aí contextualiza uma outra parte da minha vida também.


Meu pai tem uma empresa pequena também, e eu sempre vi que numa empresa menor se você souber aproveitar isso é te da uma oportunidade muito grande de aprendizado e estruturação. Então eu falei ah eu quero isso pra mim.


O que você considera necessário para um desenvolvimento de carreira rápido como o seu?


Cada empresa tem uma forma de você crescer lá dentro, vou falar bastante da minha experiência que é na FM2S é uma startup, que deu muita oportunidade, para mim da mesma forma que dá pra outras pessoas. Então uma coisa que eu aprendi aqui dentro, você tem que estar disposta a buscar coisas novas, aprender coisas novas o tempo todo.


Então no começo quando eu entrei como estagiária o primeiro ano foi muito rico porque a FM2S porque lá em 2018 a gente não era tão conhecido como a gente é hoje né? A gente conseguiu alavancar muito a forma como somos conhecidos no mercado.


Quando eu entrei éramos uma empresa pequena, tinha cerca de dez funcionários, área comercial era uma área que não tinha estrutura muito grande, foi a primeira área a começar a ser estruturada com processos e tudo mais.


Então quando eu entrei foi muito interessante porque eu vi essa estruturação sendo feita, a criação de novos processos estrutura de como que a gente interliga as pessoas com esses processos, como interliga as diferentes áreas e foi muito rico para mim.


E como eu falei eu sou eclética, e eu sou bora precisa fazer isso. Vamos? Precisa aprender, vamos aprender? Acho que a gestão também da empresa na época. Percebeu um pouco disso, é do meu perfil e me deram outros desafios que eu aceitei e me esforcei corri atrás.


Então, por exemplo, quando eu ainda era estagiária ainda não tínhamos uma área financeira, administrativa estruturada. Eu comecei a ajudar a fazer algumas coisas e tudo mais.


Então quando eu fui efetivada virei trainee e tive vários desafios,  já estruturar melhor o nosso DRE, estruturar algumas partes do planejamento estratégico. Então eu fui correndo atrás, que era um conhecimentos que eu não tinha, então é uma coisa também que acho que a gente vai aprendendo ao longo da carreira.


A gente não sabe tudo. A gente não se forma sabendo tudo, pelo contrário. Acho que o maior ganho que eu tive com a faculdade em relação ao que eu uso hoje, é saber correr atrás do que você precisa aprender. Saber tomar pancada, levantar e falar, vamos pra frente, vou correr atrás do conhecimento.

 

Quais foram seus principais desafios na carreira?


Eu sempre falo que a gente tem que ter um um senso crítico muito grande de nós mesmos, quando a gente está com o objetivo de carreira conversamos bastante isso com os nossos clientes aqui dentro, eu converso bastante isso com meu time, então a gente tem que ter claro quais são os nossos GAPS. Então, quais são os GAPS que eu preciso fechar hoje pra galgar o meu próximo objetivo.


Eu sempre avaliei bastante qual era o meu gap prioritário para fechar. Então no começo tivemos a parte técnica de vendas, que tive estudar bastante, alguns livros da parte de estruturação mesmo do do funil de vendas e processo de vendas.


Mas falando do maior desafio que não sei se mais gestores compartilham disso comigo ou se sou eu. Mas foi a parte de gestão de pessoas, de liderança. Eu assumi muito nova coordenação de uma área e a FM2S cresceu muito rápido em pouco tempo.


Eu comecei com dois estagiários no meu time, de repente eu tinha dez pessoas no meu time, é um desafio você saber lidar com cada uma dessas pessoas sendo jovem então tinha gente no meu time que era mais velha do que eu.


Você acaba tendo que mostrar um pouco mais de confiança no que você está fazendo e pras pessoas realmente falarem acreditarem junto com você, seguirem os processos. Então no começo eu demorei um pouco para achar esse equilíbrio entre ser uma pessoa aberta para escutar o time e melhorar processos. Porque é uma coisa que a gente fala muito aqui na FM2S. Kaizen, melhoria diária com o time dando também as oportunidades de melhoria, enfim e ao mesmo tempo cobrando processo.


Sendo aquela pessoa que vai cobrar processo, vai cobrar resultado. Até porque, especialmente na área comercial, a gente precisa fazer a empresa crescer e sobreviver e dar mais resultado aumentar e eu peguei um desafio que a gente estava dobrando quando eu assumi a coordenação do comercial, e não podemos ficar pra trás.


Uma empresa que está crescendo em média 70% ao ano é um desafio grande. Então no começo acho que essa questão de achar o equilíbrio na gestão de pessoas foi bem desafiador.


Você destaca algum curso que tenha sido essencial aí pra sua trajetória profissional?


Demais. O primeiro curso que me ajudou bastante, é um dos meus cursos xodós, todo mundo aqui dentro gosta muito, e indico muito pro pessoal fazer aqui dentro. É o de gestão de processos. Porque falando no começo quando a gente começou a estruturar os processos ele foi essencial, e falando agora que a gente tem que melhorar os processos e às vezes criar pontas novas.


Também é essencial. Então você saber mapear seu processo, saber como as pessoas interagem com o seu processo, é muito importante para você conseguir depois aplicar melhorias e fazer seguir um fluxo mais suave. Então gestão de processos é um curso que eu indico de olhos fechados.


Um curso para gestores principalmente. Seja de uma equipe de um, seja de uma equipe grande. O curso de gestão da rotina, é um curso que parece bobo, porque você fala "fazer gestão da rotina, fazer reunião semanal, olhar os indicadores diariamente, fazer daily", parece uma coisa boba, mas não é.


A gente vê muitas empresas que prestam consultoria que tem muita dificuldade com isso. Que às vezes uma gestão de rotina bem feita resolveria muitos dos problemas.


Voltando para 2019 quando a gente começou a estruturar os processos, eles eram muito simples porque a gente não conseguia ter um processo complexo na época. Como eram processos simples ou a gente garantia que aquele simples processo ia ser feito cem por certo, ou a gente ia perder a mão. A gente não conseguia garantir resultado.


Então quando a gente começou a fazer a gestão da rotina, fazer daily, ter diário de bordo, preencher o diário de bordo. Fazer auditoria do diário de bordo. Ter reunião de planejamento semanal religiosamente, passando por todos os indicadores de verificação de controle, começamos a ver resultados, e mais do que só ver resultado começamos a prever o resultado e acertar.


Análise de dados também é uma coisa que é muito importante. Porque sem dados você não faz nada. Então você precisa ter os seus dados confiáveis ali. Primeiro ponto e depois começar a analisar para você melhorar. Mesmo que às vezes você né? Eu falo muito do Green Belt. Eu recomendo bastante que a minha a minha equipe sempre faça, mesmo que você não vá rodar o roteiro de melhorias cem por cento. 

 

Saber usar as ferramentas da qualidade, ter os conceitos de melhoria claros na sua cabeça é essencial pra você saber se a mudança é uma melhoria, pra você realmente avaliar os seus dados e saber onde atuar para pra melhorar em alguma frente que vai dar resultados mais concretos.

 

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Augusto Fontoura

Augusto Fontoura

Estudante de Engenharia de materiais na UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa), atua no setor de marketing da FM2S