Custo-benefício: qual a definição e como usar
Carreira

15 de fevereiro de 2023

Última atualização: 26 de outubro de 2023

Custo-benefício: qual a definição e como usar

Mas, afinal, o que é o custo-benefício? Podemos definir o termo como uma análise entre preço e custo amplo de algum projeto, produto ou serviço. Sua empresa precisa ter objetivos para se desenvolver, e um dos principais é avaliar se os reais investidos trarão benefícios que compensem tal investimento. 

É algo muito utilizado nas empresas, mas que também deve ser usado em nosso dia a dia para saber escolher produtos ou serviços de forma mais estratégica. Então, de modo geral:

  • Custo: é algo que demanda tempo, dinheiro, atenção e recursos do gênero (mas o dinheiro é o mais determinante);
  • Benefício: é algo que traz melhoria e nem sempre promove retorno financeiro de forma direta – mas com certeza trará resultados positivos que provavelmente promoverão economia. 

Analisar o custo-benefício é imprescindível para que você tome boas decisões em sua vida. No caso das empresas, isso se torna ainda mais essencial, pois saber realizar essa análise pode significar o lucro no final do período. A ideia do termo é fazer escolhas que efetivamente sejam boas e estratégicas para a empresa.

Muitas vezes essa análise é necessária para avaliar mais de um produto/serviços, para decidir qual deles é o que tem melhor resultado, porém, também pode ser usado para avaliar se determinado projeto será bom ou não para a companhia.

Com o tempo, será praticamente automático refletir sobre o custo-benefício das coisas. E isso está muito relacionado com aquele famoso ditado “o barato sai caro”, afinal, aquilo que é muito mais barato pode, no final das contas, te dar mais prejuízo e custo. 

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O que significa maior custo-benefício?

Quanto maior o custo-benefício, mais benefícios em relação ao preço você terá. A seguir temos algumas dicas para você começar a refletir sobre aquilo que deseja adquirir. Com certeza fará escolhas muito mais assertivas a partir de agora! 

Custo x gasto

Vale ressaltar que custo é algo muito diferente de gasto. Inclusive, uma das formas de avaliar o custo-benefício de algo é justamente diferenciar de um gasto, que vem com uma conotação negativa.  

Os gastos são despesas financeiras que são direcionadas para comprar ou adquirir algo por necessidade, sem que seja esperado qualquer retorno. O custo, como você já viu até o momento, é algo que é esperado um retorno financeiro, mesmo que a longo prazo. O custo não traz benefício, mas é necessário. 

Vamos dar um exemplo muito simples: em uma grande empresa, com muitos funcionários, o orçamento destinado a insumos é muito alto. Isso traz algum retorno direto? De forma alguma.

Os diversos pacotes de papel higiênico para os funcionários, por exemplo, não trazem qualquer retorno. Porém, até mesmo nessa situação é possível aplicar a relação de custo-benefício para trazer estratégias mais interessantes para agregar mais valor, até mesmo nos insumos.

Vamos a um exemplo bem simples e seguir com esse caso do papel higiênico. Com certeza ele é algo que não traz retorno e muitas empresas pensam em comprar as opções mais baratas no mercado, certo? Porém, papéis higiênicos muito baratos não possuem boa absorção, são mais finos e possuem metragem menor. Quando você faz a comparação com marcas que trazem mais qualidade, a durabilidade do papel higiênico é muito maior.

Isso porque não é necessário usar tanto assim. Ou seja, você paga um pouco mais, mas este insumo renderá muito mais também – e o funcionário também agradece! 

Ou seja, mesmo que algo seja um gasto, muitas vezes é possível aplicar uma relação de custo-benefício para economizar ainda mais. Pense nessa relação para tudo o que for adquirir daqui para frente, com certeza as decisões serão mais assertivas!

Como analisar o custo-benefício

Então, vamos finalmente! Como é possível avaliar o custo-benefício de um produto, serviço ou projeto? Veja algumas dicas a seguir: 

Precisa desse investimento?

Primeiramente, você deve se perguntar se aquilo que pretende investir é realmente necessário.

Considerando uma empresa, por exemplo, investir em um projeto que não tem a real necessidade é um grande desperdício de capital.

Quando nós mesmos queremos adquirir algo, é preciso pontuar se aquilo realmente fará diferença em nossas vidas ou se é consumismo puro. Em alguns casos, mesmo sendo por puro consumismo, se torna ainda mais importante avaliar a situação para que o investimento seja mais proveitoso. 

Total a ser pago pelo investimento

Veja qual é o total a ser pago por aquilo. Muitas vezes não é apenas o valor final que deve ser investido, pois há outras despesas para que aquilo realmente funcione. 

Supondo que você compre uma piscina, não é somente o valor dela e da instalação que deve ser avaliado. É preciso colocar na ponta do lápis os produtos, água, piscineiro... 

Disponibilidade financeira

Depois de você realizar todos os cálculos, é necessário realizar uma pergunta bem simples: você ou a empresa possui disponibilidade financeira

Se a resposta for não, o investimento só é válido se ele promover retorno financeiro a ponto de quitar esse investimento em pouco tempo. 

Veja os benefícios

Obviamente, você precisa citar os benefícios que esse produto, projeto ou serviço irá proporcionar para você ou sua empresa.

Então, por exemplo, se você deseja incluir uma nova linha de produção na fábrica, quais serão os benefícios disso? Tente mensurar os benefícios de forma quantitativa e qualitativa também. 

Coloque um contraponto

É importante trabalhar com pontos negativos, não fique cego tentando encontrar apenas aquilo que lhe favorece, pois isso irá prejudicar a sua análise de custo-benefício. 

Busque por todos os pontos negativos que aquela escolha causará e pondere tudo isso com os benefícios. 

Duração dos impactos do investimento

Este ponto é imprescindível e normalmente é um grande pilar para avaliar o custo-benefício de algo.

Por quanto tempo essa escolha gerará impacto? Vamos para um comparativo muito simples: existem dois modelos de bolsa, uma que custa R$ 50 e outra que custa R$ 150.

A primeira é de material sintético de péssima qualidade, enquanto a outra é feita em um material durável que manterá a bolsa intacta por anos e anos. Qual apresenta o melhor custo-benefício? Com certeza a segunda, mesmo sendo mais cara.

Isso está muito associado à qualidade daquilo que você está pensando em investir.  Avaliar a qualidade e o tempo de impacto é essencial para avaliar o custo x benefício. E muitas vezes o cenário se inverte, por exemplo: você compra um fone de ouvido por R$ 200,00 e ele dura perfeitamente por 2 anos em média.  Em contrapartida, há uma opção de R$ 30,00 que costuma durar cerca de 1 ano e, nesse tempo, apresenta bom desempenho.

No final das contas, o custo-benefício da segunda opção é melhor! Em dois anos você terá um produto que atende a sua necessidade por R$ 60,00 e não R$ 200,00.

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Augusto Fontoura

Augusto Fontoura

Estudante de Engenharia de materiais na UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa), atua no setor de marketing da FM2S