WCOM – Conheça essa incrível metodologia de excelência operacional

21 de janeiro de 2020
Última modificação: 21 de janeiro de 2020

Autor: Guilherme Mendes
Categorias: Blog

Romper com tradições no que diz respeito às fábricas mais antigas parece ser uma grande dificuldade. Eles parecem não procurarem um equilíbrio entre eficiência e eficácia. Eficiência, no caso diz respeito a produzir o melhor rendimento com o menor custo. Já eficácia refere-se a capacidade de alcançar um objetivo. Os modos de gestão das fábricas sofreram uma grande evolução nos últimos tempos, principalmente nos fatores que tangem a qualidade dos produtos. Para ser uma empresa competitiva, eles devem entregar desempenho de classe mundial que excede as capacidades de seus concorrentes mais fortes e é justamente para isso que existe o WCOM (World Class Operational Management ou em português, Gerenciamento Operacional de Classe Mundial).

WCOM em sua raiz fornece uma cultura de solução de problemas, melhoria contínua, eficácia, eficiência e excelência.

Como surgiu o conceito de WCOM?

O termo “World Class” foi a fonte do pensamento para desenvolver o WCOM.

Originou-se da fabricação japonesa com o ressurgimento após a Segunda Guerra Mundial, e combina muitas ideias para orientar a vantagem competitiva. O termo “World Class” foi apontado pela primeira vez por Hayes e Wheelwright para descrever organizações que alcançaram a vantagem competitiva através do uso de suas capacidades como arma estratégica.

Schonberger definiu o “World Class” como a essência de mudanças significativas que ocorrem em grandes indústrias empresas (Schonberger, 1986). Porém com o tempo este conceito foi sendo aprimorado até chegarmos no conceito que estamos discutindo neste post, ou seja, o WCOM.

A origem do conceito de WCOM se deu em uma empresa de consultoria Solving Efeso que se consagrou alcançando a excelência operacional no menor tempo possível.

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Mas afinal o que é WCOM?

O WCOM é uma abordagem orientada a processos para melhorar as operações de fabricação. O processo principalmente foca na melhoria contínua da qualidade, custo, tempo, flexibilidade e atendimento ao cliente necessidades.

WCOM também é conhecido como o local de trabalho onde o problema é resolvido e os resultados do trabalho em equipe e da liderança culminam no desenvolvimento contínuo organização. Segundo especialistas, o WCOM pode ser interpretado também como um fator de influência nas formas de gerir empresas.

Além disso, o WCOM propõe e estabelece um novo modelo para controlar a gestão operacional. De acordo com estudiosos, a implementação do WCOM afetará radicalmente a cultura de uma empresa, desempenho, gestão operacional, processos operacionais e levam a um ambiente de trabalho sistemático.

Outros autores definiram o WCOM como uma abordagem orientada a processos que envolve muitas técnicas, por exemplo: produção sob encomenda, fluxo simplificado, qualidade total, gestão, just-in-time, manutenção preventiva, 5W2H, seis sigma e manutenção produtiva total. Muitas destas técnicas estão em nossa plataforma EAD em nossos materiais de apoio. Acesse já e confira!

Essas técnicas têm sido comprovadas e a maioria delas pode ser aplicada em um processo e em departamentos diferentes, no caso eles se dividem entre a fábrica e o escritório.

A crescente atenção sobre a Gestão Operacional de Classe Mundial vem exigindo uma maior atenção para a eficácia, tanto quanto para a eficiência de equipamentos e processos.

O presente desafio para os fabricantes é a maneira de implementar essa metodologia com a direção certa e a técnica apropriada, mas a empresa precisa entender os fatores de sucesso da Implementação da WCOM e como alcançá-la de maneira eficaz.

Implementação da WCOM

A implementação efetiva requer o planejamento e escopo completos no estágio inicial. Além disso, a maioria das pesquisas se concentram apenas na execução, operação e controle da WCOM, a fim de manter a implementação bem-sucedida. Apenas algumas pesquisas se concentram no estágio inicial da implementação do WCOM. Por isso, também é significativo e necessário analisar e aprofundar o entendimento sobre como a WCOM faz a implementação na fase inicial, a fim de encontrar as principais atividades e fatores.

Não sei se você notou, mas o estágio inicial da implementação é um estágio bem crítico para esta metodologia. Ele se relaciona diretamente com o ciclo PDCA. Aproveite e confira a formação em gestão de processos da FM2S. Você também pode encontrar a planilha PDCA em nosso material de apoio.

Além disso, vários estudos mostraram que a implementação da WCOM é um processo complexo caracterizado por:

  • Uma evolução da cultura organizacional em vigor e transformação dos métodos e procedimentos de trabalho;
  • Implementação de procedimentos administrativos distintos;
  • Todas as atividades envolvidas na implementação da WCOM requerem boas estruturas empresariais;
  • Uso do planejamento e o gerenciamento de projetos oferecem as ferramentas para controlar o desempenho.

Quais os Pilares do WCOM?

Para alcançar a excelência operacional, é necessário melhorar esses pilares ao mesmo tempo. Cada pilar é responsável pela melhoria contínua dentro de sua área específica.

Primeiro, os pilares devem encontrar sua lacuna ou problemas operacionais e, em seguida, trabalhar em equipe para investigar a solução dessas lacunas. Uma abordagem de formação de equipe é baseada em técnicas de desenvolvimento e orientadas para eliminar as perdas (bem parecido com o Lean, não acha?), apoiando o objetivo de produção a ser alcançado com base nos objetivos da equipe.

O WCOM consiste em 10 pilares técnicos e 10 pilares gerenciais, conforme ilustrado abaixo. A coluna superior (coluna vermelha) representa os pilares técnicos e os abaixo da horizontal (coluna verde) representa os pilares gerenciais.

 

Alguns autores assumem que a implementação dos projetos de sucesso que tem uma vida útil operacional longa, passa menos tempo no estágio inicial.

Estágios da Implementação

Toda a implementação da WCOM é desenvolvida em sete etapas para todos os pilares e as etapas são identificadas em três estágios: reativas, preventivas e proativas.

 

Fase 1: Realizar mudanças estruturais na preparação para a implantação da WCOM. Avaliação preliminar das mudanças e ajustes organizacionais focados no WCOM e configuração do tamanho apropriado da alteração inicial. Seleção da equipe piloto.

Fase 2: Estabelecer a conscientização inicial e definir a visão da implementação. Educar a equipe piloto ou a equipe de gerência intermediária sobre os conceitos da WCOM por meio de treinamento, definir o significado da WCOM, explicar o motivo da implementação da WCOM, mapa da rota de implementação e descrição de como alcançá-la, fazendo uso de seminários semanais, reuniões diárias em grupo e workshop.

Fase 3: implementação inicial com a equipe de pilotos. Selecione a equipe piloto para desenvolver um entendimento mais profundo do WCOM e forneça o modelo fundamental para a implementação do WCOM. Em seguida, resuma as lições aprendido durante o estágio inicial e revisar o estado atual para fornecer uma sugestão para a próxima etapa.

Fatores de sucesso na fase inicial de implementação do WCOM

Como já vimos anteriormente, a fase inicial é a base para que se tenha sucesso na implementação desta metodologia. Com base na literatura revisada, vários fatores de sucesso são atribuídos a uma eficiente implementação do WCOM na fase inicial:

  • Compromisso da alta gerência;
  • Estratégia clara e meta de curto prazo;
  • Plano preparado (termo do projeto);
  • Liderança;
  • Trabalho em equipe;
  • Treinamento;

Gerenciamento de Mudanças

As oito etapas de John Kotter demonstram que a mudança é uma maneira crítica de uma empresa desenvolver e fornecer uma estrutura lógica de oito etapas para criar mudanças. Segundo Kotter, os principais fatores para uma mudança bem-sucedida gestão estão representados a seguir:

  • Senso de urgência;
  • Crie um bom guia de trabalho;
  • Determine uma visão;
  • Comunique essa visão aos funcionários;
  • Capacite as pessoas para enxergar essa visão;
  • Planeje metas;
  • Conduza ganhos e produza mudanças;
  • Novas abordagens na cultura.

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